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23/04/2016
18h16 | esportes - PE 2016
PE 2016 - SEMIFINAL > Náutico 1x2 Santa Cruz - Tricolor está na final contra o Sport
De um lado, a pressão de um clube há 12 anos sem conquistar um título e que tinha uma desvantagem de dois gols para tirar. Do outro, a tranquilidade de um clube que conquistou quatro dos últimos cinco títulos Estaduais e que podia perder até por um gol de diferença para chegar à sua quinta final em seis anos. E neste embate entre o desespero e a serenidade, a balança terminou pendendo para o lado daquele time que soube jogar com o regulamento debaixo do braço. Aquela equipe que nem mesmo quando esteve atrás no marcador perdeu a quietude, foi buscar a igualdade e explorando o desalento do adversário, chegou à merecida virada. No fim, o 2 a 1 na Arena Pernambuco colocou, com justiça, o Santa Cruz em mais uma final de Pernambucano. Dessa vez, diante do Sport. Já o Náutico, que liderou o hexagonal praticamente de ponta a ponta, cai de forma precoce e vai entrar em seu 13º ano de jejum.

O Náutico entrou bastante modificado em relação à ida. Na zaga, Fabiano Eller deu lugar a Rafael Pereira. Na frente, as maiores mexidas. Thiago Santana passou para o lado de campo, na posição de Rony, Esquerdinha entrou na vez de Gil Mineiro e Daniel Morais retornou na função de centroavante. E não foi apenas na formação que o Timbu apostou em mudanças. Na camisa também. Ao invés da tradicional alvirrubra, o uniforme vermelho. Alteração simbólica. Camisa invicta em 2016 e modelo que faz alusão àquela usada na final de 2004. Decisão em que o Náutico superou adversidade tão grande quanto a deste domingo para ser campeão sobre o mesmo Santa Cruz. Pelo lado tricolor, apenas uma mudança: Leandrinho substituiu o lesionado João Paulo.

A partida começou tensa. Principalmente por parte dos alvirrubros. Precisando de um placar de no mínimo dois gols de diferença, os Timbus foram para cima dos corais. Muitas vezes, excedendo o limite da virilidade, abusando de faltas. Passados os momentos iniciais, porém, a equipe do Náutico foi conseguindo encontrar seu futebol. Colocou a bola no chão e passou a dominar as ações da partida. Em 18 minutos, já havia emplacado penetrações e ultrapassagens, criando, pelo menos, três boas oportunidades. Todas desperdiçadas pelas limitações técnicas de seus atacantes (em uma, ressalte-se, Daniel Morais estava impedido).
 
O Santa Cruz, por seu turno, procurava explorar as transições rápidas. Tendo Grafite como referência no ataque, a equipe coral, entretanto, não conseguia encaixar os contra-ataques. Leandrinho, opção de Milton Mendes para não perder a qualidade de um meia improvisado na cabeça-de-área, não resultado. O meio-campista não era capaz de dar a mesma consistência: nem defensiva, muito menos ofensiva. Os lances ofensivos tricolores ficavam a cargo das investidas de Keno e das tentativas de Grafite, que travava um duelo duro com a zaga alvirrubra.

O Náutico era melhor em campo. Tinha mais posse de bola. Procurava mais o jogo. Porém, foi de bola parada que conseguiu balançar as redes de Tiago Cardoso. O gol? Do artilheiro do time, claro. O zagueiro-artilheiro Ronaldo Alves aproveitou o rebote do goleiro tricolor e cabeceou para a explosão de alegria do lado alvirrubro da Arena Pernambuco. “Eu acredito” ecoava com ainda mais força no estádio. 

Apesar da crença alvirrubra, foi o Santa Cruz que chegou mais perto do gol após o tento timbu. Grafite arriscou de longe, Júlio César espalmou e a bola ainda beliscou a trave. E assim a eliminatória ia para o intervalo com o placar aberto às emoções.

Segundo tempo
O Santa Cruz voltou com uma postura diferente para a etapa complementar. Ao invés de simplesmente esperar pelo Náutico em seu campo defensivo, adiantou suas linhas. Ironicamente, contudo, foi em um contra-ataque, aos seis minutos, que o Tricolor chegou ao gol de empate. Após a bola bater na mão de Tiago Costa dentro da área - e enquanto os alvirrubros reclamavam pênalti -, a equipe coral saiu em transição rápida. Grafite progrediu cerca de 45 metros, driblou o goleiro alvirrubro e deixou tudo igual no placar.

Tendo pouco mais de 40 minutos pela frente, o Náutico voltava à estaca zero. Precisava de mais dois gols para levar a decisão para os pênaltis. E se lançou, naturalmente, para a frente. Contudo, enquanto buscava os gols necessários, a equipe alvirrubra dava espaço no meio de campo para que os tricolores explorassem os contra-ataques. Foi assim, inclusive, que Grafite teve a virada em seus pés aos 13 minutos. O centroavante, entretanto, não demonstrou a mesma frieza do gol e chutou por cima.

Sereno e com o placar a seu favor, o Santa Cruz passou a controlar o jogo. Em que pese fosse o Náutico que passasse mais tempo com a bola, a defesa coral, com duas linhas bem definidas e compactadas, não dava espaço para que os jogadores alvirrubros conseguissem penetrações e infiltrações. Forçava, então, a que o Timbu tentasse passes longos, que davam aos tricolores a possibilidade dos contra-ataques. Não por acaso, foram os tricolores que chegaram ao segundo gol. Já nos minutos finais, Lelê chutou de fora, dando a vitória aos corais E sob o som de olés, o Santa Cruz celebrou a classificação para a final do Estadual.

Ficha do jogo

Náutico 1
Júlio César; Joazi, Rafael Pereira, Ronaldo Alves e Gastón; Ygor e Rodrigo Souza (Rafael Coelho); Thiago Santana, Renan Oliveira (Rony) e Esquerdinha (Caíque); Daniel Morais. Técnico: Gilmar Dal Pozzo.

Santa Cruz 2
Tiago Cardoso; Vitor (Léo Moura), Neris, Danny Morais e Tiago Costa; Uillian Correia e Leandrinho (Wellington Cézar); Arthur, Lelê e Keno; Grafite (Bruno Moraes). Técnico: Milton Mendes.

Local: Arena Pernambucano (São Lourenço da Mata-PE). Árbitro: Emerson Luiz Sobral. Assistentes: Elan Vieira de Souza e Albino de Andrade Albert Junior. Gols: Ronaldo Alves (33’ do 1T Náutico); Grafite (6’ do 2T Santa) e Lelê (47’ do 2T Santa). Cartões amarelos: Renan Oliveira, Esquerdinha, Rodrigo Souza, Ygor, Thiago Santana, Rafael Coelho, Rony (N); Neris, Grafite, Leandrinho (SC). Público: 15.596. Renda: R$ 288.940,00.
 
MATÉRIA DO SUPER ESPORTES PE 

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