Após 14 anos e 732 jogos, goleiro dá adeus no dia 31/10 em partida na Ilha do Retiro viabilizada pela patrocinadora máster do clube e do ídolo. “O último Milagre” terá homenagens e festividades à altura do maior ídolo da história do Sport
Quatorze anos, 732 jogos, 10 títulos, e a história de Magrão com o Sport ainda precisava de um encerramento à altura de sua importância. Ídolo máximo na capital pernambucana, o ex-jogador anunciou nesta segunda-feira (14) seu jogo de despedida em concorrida coletiva de imprensa realizada na Ilha do Retiro.
A partida faz parte do projeto batizado como “O Último Milagre”, viabilizado pela Betnacional, patrocinadora máster do Sport e parceira de Magrão. Foi a casa de aposta quem trouxe o ídolo de volta à Ilha do Retiro em 2025, com a campanha “Quem Ama Sempre Volta”. Agora, a empresa se une ao clube mais uma vez para escrever outro capítulo marcante de Alessandro Beti Rosa, o Magrão, no futebol brasileiro.
“É uma emoção enorme ser homenageado dessa maneira após tantos anos de dedicação e amor ao Sport. Fui muito feliz aqui, sou torcedor do clube, tenho amigos na cidade e no estado. O coração está batendo mais forte já que agora o evento foi divulgado e está cada vez mais próximo. É uma emoção muito grande para mim e para o torcedor e já estou na contagem regressiva. Chegou a vez da gente resolver o que estava pendente e tenho certeza de que o final será feliz para todos nós. Espero a Ilha cheia, com a torcida empolgada, tenho certeza de que será assim, ainda mais nesta festa que está sendo preparada pela Betnacional. A torcida pode esperar novamente eu vestindo a camisa com muito amor e honrando o Sport”, afirmou o ídolo do Leão.
“O maior ídolo da história do Sport merecia essa homenagem, e por isso vamos promover a maior festa já organizada na Ilha do Retiro”, informou Jorge Peixoto, Head de Brand Experience da Betnacional.
“Para a Betnacional, patrocinar o futebol vai muito além de colocar a nossa marca em uma camisa ou ganhar exposição durante os jogos. A gente acredita que uma marca só constrói uma relação verdadeira com o torcedor quando entende a comunidade da qual está se aproximando, respeita seus símbolos e passa a fazer parte das histórias que são importantes para ela. Então, estar nesse momento tão especial da história do futebol nos enche de orgulho”, adianta o executivo sobre o evento.
O Último Miagre
Norteada pela fama de Magrão como pegador de pênaltis e jogador decisivo, todo a comunicação do evento foi concebida sob o conceito “O Último Milagre”. Foram inúmeras defesas, entre elas 33 em cobranças de pênalti, colocando Magrão entre os maiores especialistas do mundo.Magrão entrará em campo pela última vez na Ilha do Retiro no dia 31 de outubro, ao lado de companheiros históricos de Sport. Os nomes dos jogadores presentes,o formato do jogo serão anunciados ao longo das próximas semanas, assim como todas as ativações serão anunciadas nas próximas semanas pela Betnacional.
Camisa especial
Para marcar a grande despedida, Sport e Betnacional preparam o lançamento de um manto especial e comemorativo. Magrão utilizará, durante a partida festiva, uma camisa exclusiva, com sua assinatura e o famoso número 1, em uma homenagem que simboliza a gratidão do clube e da torcida por seus anos de dedicação, história e conquistas.
O modelo exclusivo também estará disponível para venda ao público, permitindo que a torcida rubro-negra leve para casa uma lembrança física de um momento marcante na história do clube. Os detalhes sobre o lançamento e a comercialização da peça serão divulgados em breve.
Magrão no Sport
Sob as traves do Sport, Magrão conquistou 10 títulos: o Campeonato Pernambucano oito vezes, a Copa do Nordeste de 2014, e também levou para casa a taça da Copa do Brasil de 2008, até então inédita para o Sport, conquistado em cima do Corinthians.
Magrão assinou seu primeiro contrato com o Sport em 21 de abril de 2005, aos 28 anos, depois de passagens por clubes como Nacional-SP, Athletico Paranaense, Portuguesa, Ceará e Fortaleza.
Ficou pouco mais de um mês no banco de reservas antes de estrear pela equipe rubro-negra, em 27 de maio de 2005, na vitória por 2 a 1 sobre o Guarani. A titularidade viria a se consolidar a partir de 2006, iniciando um ciclo de mais de uma década como dono da camisa 1.
O alto nível apresentado rendeu apelidos como “São Magrão” “Paredão” e “Muralha”. Além disso, episódios marcantes, como a defesa de um pênalti nos acréscimos contra o Palmeiras, no Allianz Parque, e as duas penalidades seguidas neutralizadas diante do Danubio, do Uruguai, que praticamente classificaram o Sport sozinho para a fase seguinte de uma competição continental, elevaram ainda mais o status do atleta com os torcedores.
O próprio goleiro atribui o feito ao estudo detalhado dos batedores adversários, hábito que se tornou parte de sua rotina de preparação e de sua lenda na Ilha do Retiro.
Foto: Sport Recife










