Arena de Pernambuco enfrentará desafios com alto volume de jogos no Pernambucano 2026

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Estádio de Copa do Mundo e de alto investimento dos cofres públicos, a Arena de Pernambuco enfrentará o desafio de sediar um alto volume de jogos no Campeonato Pernambucano de 2026. Quatro das oito equipes participantes do Estadual já têm a confirmação de que mandarão os seus jogos na Arena. São elas: Santa Cruz, Retrô, Jaguar e Vitória-PE.

Antes de retomar o protagonismo como principal palco do estado na competição, a Arena de Pernambuco vinha apresentando uma baixa demanda de jogos, influenciando diretamente no aspecto financeiro e nos problemas estruturais apresentados no local.

Em contrapartida, a nova demanda será desafiadora. Já na 1ª rodada do Estadual, três dos quatros jogos ocorrerão na Arena de Pernambuco. O estádio receberá partidas na sexta-feira (9), Retrô x Vitória; no sábado (10), Jaguar x Sport; e no domingo (11), Santa Cruz x Decisão.

A gestão da Arena de Pernambuco garantiu que vem realizando melhorias para os jogos no estádio. Ainda segundo a gestão, questões de mobilidade, estrutura e gramado estão sendo trabalhadas para a temporada de 2026 e a alta demanda de partidas.

“Há um planejamento permanente de melhorias estruturais e operacionais, com foco na segurança, no conforto e na plena funcionalidade do equipamento para atletas, torcedores e demais usuários. Em 2026, haverá mudanças significativas como a troca de cadeiras, gramado e telões. Tudo isso já está em processo licitatório. A gestão da Arena de Pernambuco tem adotado uma série de medidas para aprimorar a experiência do público, com destaque para a implantação de um plano de mobilidade integrado, que vem reduzindo em cerca de 50% o tempo de saída de veículos ao final dos eventos”, iniciou a gestão da Arena de Pernambuco.

“O gramado da Arena de Pernambuco recebe manutenção técnica permanente e especializada. Diante do aumento no número de partidas, foi adotado um plano intensificado de cuidados, com monitoramento contínuo e intervenções programadas, assegurando a qualidade da superfície de jogo, o desempenho esportivo e a segurança dos atletas. As intervenções previstas para 2026 contemplam a renovação completa dos sistemas de drenagem e irrigação, além da implantação do gramado híbrido, que combina fibras sintéticas com grama natural, ampliando a durabilidade, a resistência e a regularidade do campo. Paralelamente às modernizações estruturais, a Arena de Pernambuco passou a contar com torre de iluminação suplementar voltada ao crescimento vegetal, tecnologia adotada em estádios de referência internacional e inédita em Pernambuco”, concluiu.

Alto custo e pouca demanda

Inicialmente orçada em R$ 479 milhões, a construção da Arena de Pernambuco custou R$ 532,6 milhões, na estimativa inicial. Com o valor podendo chegar a R$ 743 milhões, dependendo de outros gastos.

Além da Arena em si, o projeto também contava com uma “Cidade da Copa”. A ideia inicial era a construção de uma cidade planejada, com diferentes comércios e até moradias nas imediações do estádio. No entanto, nada foi concretizado na prática e hoje não existe mais viabilidade econômica para o projeto.

Com os três grandes clubes da capital possuindo um estádio próprio (Aflitos, Arruda e Ilha do Retiro), a Arena sofreu com a baixa demanda de partidas de futebol, custando mensalmente ao Governo do Estado.

O projeto do Santa Cruz de reformar o Arruda e adotar a Arena de Pernambuco como a sua nova casa em 2026, a exemplo de Náutico e Sport em outras épocas, trouxe novamente o prestígio esportivo para o estádio.

Além disso, clubes sem capacidade de ter um estádio próprio com as exigências para uma partida de Campeonato Pernambucano também optam pela utilização da Arena. Para além do Estadual, a Arena de Pernambuco também receberá aos menos jogos do Santa Cruz (Série C) e do Retrô (Série D) no Campeonato Brasileiro desta temporada.

Do Esportes DP. Foto: Rafael Vieira

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