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07/09/2014
15h49 | esportes - SELEÇÃO BRASILEIRA
Aos 20 anos, lateral brasileiro tem CR7, James e Mourinho no currículo
Clique e Confira.

Do globoesporte.com 

Ele é brasileiro, mora em Mônaco, tem só 20 anos, mas já jogou ao lado de James Rodríguez, marcou Cristiano Ronaldo em treinos e fez sua estreia como profissional no Real Madrid, pelas mãos de José Mourinho. E a grande maioria das pessoas, talvez, nem o reconhecesse num esbarrão na rua. O lateral-direito Fabinho é uma das principais apostas do técnico Gallo para a seleção sub-21, que terá no máximo 23 anos em 2016, ano das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Do Paulínia, clube do interior de São Paulo, ao bilionário Monaco, foram menos de três anos e passagens por Fluminense, onde só jogou na base, o português Rio Ave,  que ainda é dono de seus direitos, e o Real Madrid, onde deu até assistência para o argentino Di Maria. 

Gallo deposita grande esperança no jogador, já falou sobre ele para a comissão técnica da seleção principal. Ele está convocado para três amistosos no Catar, entre os dias 1º e 10 de setembro, contra a seleção local, Egito e Líbano. 

Em entrevista por telefone, Fabinho, que tem como agente o português Jorge Mendes, o mesmo de Cristiano Ronaldo e Mourinho, entre outros, contou como pretende cumprir a profecia da CBF e se tornar um rosto conhecido nos próximos anos.

Nome: Fábio Henrique Tavares
Nascimento: 23/10/1993, em Campinas (SP)
Altura e peso: 1,88cm, 78kg
Posição: lateral-direito
Clubes: Paulínia, Fluminense, Rio Ave, Real Madrid e Monaco

 

Fabinho, essa medida de dar sequência de jogos à seleção com idade olímpica pode te colocar na vitrine, te tornar mais conhecido do público brasileiro? 
Achei muito bom porque faz com que os jogadores dessa idade se conheçam mais, se entrosem. E o pessoal vai saber que quando a seleção principal jogar, também vai ter jogo da olímpica. Sairão notícias nossas, sobre nossos resultados, isso é muito bom.

 

 

Nas últimas edições das Olimpíadas, ficou a impressão de que alguns jogadores sentiram a pressão. Eles não costumam ter muito contato coma a Seleção. Isso também fará diferença? 
Com certeza. Na nossa idade, não há mais competições com a Seleção e é muito difícil arranjar torneios amistosos. Vamos poder nos acostumar uns aos outros e ter a sensação de jogar com a camisa da seleção brasileira.

 

 

Sua geração nasceu um pouco atrasada para conseguir disputar a Copa do Mundo em casa. As Olimpíadas são uma segunda chance para vocês? 
Claro, tanto as Olimpíadas quanto a Copa do Mundo, dificilmente vamos ver se repetirem no Brasil pelos próximos 50 anos. Espero estar nos planos para poder viver uma delas. Na Copa não deu, mas o Brasil nunca conquistou a medalha de ouro, é uma segunda chance. Vi a Copa pela televisão, os estádios lotados, e, com certeza, também haverá apoio do povo brasileiro nas Olimpíadas. Disputar uma competição desse tamanho é algo único.

 

Fabinho e Falcao no Mônaco (Foto: Getty Images)Ao lado de Falcao Garcia e Ocampos, Fabinho comemora um gol do Monaco (Foto: Getty Images)



 

Como você saiu do Paulínia para o Monaco em tão pouco tempo? 
As coisas aconteceram bem rapidamente. Saí para o Fluminense aos 17 anos, fiquei lá um ano e meio e, depois da Copa São Paulo de 2011, fui para o Rio Ave. Treinei só um mês na pré-temporada e fui para a Espanha, jogar na segunda equipe do Real Madrid. Depois de um ano, vim para o Monaco e estou na segunda temporada, pois o clube prorrogou meu empréstimo.

 

 

Você não jogou no profissional do Fluminense e foi para Portugal. Depois, em um mês de treinos, emprestado ao Real Madrid. Qual o segredo? Você deve ser monstro nos treinos.
(risos) Eu participei de um torneio com a seleção sub-20 na África do Sul, fui muito bem e muitas pessoas viram. Foi muito bom chegar ao Fluminense, a categoria de base foi vitrine, mas só fiquei no banco um jogo. E, de repente, estava no maior clube do mundo, treinando ao lado de Kaká, Di Maria... Às vezes, eu falava com minha mãe no telefone e ela se emocionava.

 

 Eu nunca havia jogado como profissional e, de repente, estava treinando ao lado de Kaká, Di Maria... Marquei o Cristiano Ronaldo nos treinos, ele é forte, rápido e ágil. E foi gente boa, era um dos que mais falavam comigo
Fabinho

 

Eles não foram morar com você? 
Não, moro sozinho desde que saí de casa, aos 17 anos. Eles moram em Campinas, só ficaram comigo na Espanha numa fase em que eu estava com saudade. Eles foram me ajudar com a comida porque sou meio fraquinho para cozinhar (risos). Moro com minha irmã e meu cunhado.

 

 

Conte mais sobre sua chegada ao Real Madrid. 
Foi coisa do outro mundo porque eu nunca havia jogado como profissional e, de repente, estava ao lado de caras desse nível. Foi meio estranho, eu errava bolas bobas. Depois, quando subia para treinar, os brasileiros e portugueses falavam mais comigo. Fui me acostumando a estar perto das estrelas, mas foi um baque no começo.

 

 

Você é lateral-direito, então deve ter marcado o Cristiano Ronaldo nos treinos, certo? 
Sim, marquei algumas vezes. É muito difícil, pela televisão você imagina, mas quando está lá marcando é outra coisa. Ele é muito rápido, forte e ágil.

 

 

E é marrento ou gente boa? 
Comigo ele sempre foi bem gente boa, cara. Ele e o Coentrão (lateral-esquerdo português) eram dos que mais falavam comigo quando eu ia para o time principal.

 

 

E sua estreia? Você achou que pudesse entrar? 
Foi demais porque eu estava no banco e o Mourinho vendo se iria me colocar ou não. Faltando uns 20 minutos ele me chamou. Estrear no Bernabéu, na primeira divisão, e dar uma assistência para o Di Maria, foi incrível (o Real Madrid venceu o Málaga por 6 a 2, pela 36ª rodada do Campeonato Espanhol, no dia 8 de maio de 2013).

 

 

E o que o Mourinho falou quando te chamou? 
Ele dava umas olhadas, via como eu estava. E num momento perguntou: “Quer jogar, Fabinho?”. Falei que queria. Fiz o aquecimento e ele disse: “Vai lá e joga tranquilo que tem muita gente boa do seu lado”.

 

 

Você era jogador do time B, então não treinava diariamente com Mourinho. Mas, mesmo assim, dá para dizer que ele tem muita participação na sua formação?
Os treinamentos eram muito bons, mas é difícil falar que cresci muito com ele porque não havia tanto contato. Às vezes, eu não fazia os trabalhos táticos com ele, mas dava para perceber que era um cara diferenciado, a postura dele com os jogadores é muito boa.

 

Fabinho jogando no Mônaco (Foto: Getty Images)Fabinho em ação pelo Monaco em partida pelo Campeonato Francês na temporada passada (Foto: Getty Images)


 

No Monaco, você passou a jogar, de fato, com estrelas como Falcao e James Rodríguez. 
Já cheguei habituado. Até o primeiro jogo, eu ficava pensando se o Falcao era tudo isso, e num amistoso contra o Tottenham o cara fez dois golaços. A movimentação, a proteção, ele é muito bom mesmo, matador, não perdoa. Para o James, começo foi difícil, mas quando ele começou a jogar, foi o melhor do Monaco no ano passado. É camisa 10 mesmo, muito bom.

 

 

E na sua posição, quem são seus ídolos, suas inspirações? 
O Cafu para mim é o melhor da história, por tudo que ganhou na Seleção numa fase em que eu já estava crescendo, mas gosto muito também do estilo de jogo do Maicon.

 

 

E o seu estilo de jogo? Apresente-se para o torcedor. 
Sou forte na marcação, marco bem. Sempre falavam, no Brasil, que eu era um lateral que defendia bem. Agora, na Europa, também valorizam muito meu apoio ao ataque. Tenho passada larga e força nas ultrapassagens.

 

 Sou forte na marcação e, na Europa, também valorizam muito meu apoio ao ataque. Tenho passada larga e força nas ultrapassagens. Cresci muito na parte tática
Fabinho

 

Mas, na Europa, o lateral tem que saber marcar, senão não tem vida longa. 
No primeiro ano eu errava algumas coisas, mas aprendi bastante. Cresci muito na parte tática.

 

 

O Gallo foi pessoalmente falar com você, falar sobre os planos para a seleção olímpica? 
Sim, ele veio ao Monaco um pouco antes do Torneio de Toulon. Disse que queria começar esse ciclo olímpico, haveria essas convocações e eu era um cara com quem ele gostaria de contar para ter contato com a Seleção. Infelizmente me lesionei um pouco antes do torneio.

 

 

Daquela seleção sub-20 que te projetou para o futebol europeu, algum outro jogador foi mantido nessa convocação do Gallo ou se projetou para a principal? 
Não teve nenhum na principal. As estrelas, se é que posso falar dessa forma, daquela seleção eram o Felipe Anderson e o Ademilson, que foi chamado agora pelo Gallo. E tinha o Rodrigo Caio, que estava muito bem no São Paulo, mas, infelizmente, se lesionou gravemente.

 

 

E como é morar em Mônaco? Pela televisão, o país passa impressão de glamour, ostentação, iates, cassinos... E você tem só 20 anos. 
Não treinamos em Mônaco, são 10 minutos de estrada por montanhas, subindo e vendo o mar. É bonito, tem carros bonitos, o cassino que é “top”, muitos milionários na rua. E os fãs de futebol não são tão fanáticos quanto nas outras partes do mundo. Mesmo o Falcao pode andar na rua tranquilamente. Vai tirar algumas fotos, mas as pessoas não vivem o futebol tão intensamente. Tem tenta estrela em Mônaco que um jogador de futebol não chama tanta atenção.

 

 

Como você se diverte? 
No verão tem a praia, fora isso não há muito para fazer. Gosto muito de cinema, mas é ruim, difícil entender o francês no cinema. Às vezes, vou ao boliche.

 

 

E o príncipe Albert, você já conheceu? 
Sim, ele é presidente de honra do Monaco, vai ao vestiário às vezes.

 


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