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27/07/2014
10h57 | esportes - FUTEBOL NACIONAL
Pré-temporada dos clubes na Europa é exemplo para o futebol brasileiro
Clique e Confira.

Do LANCENET! 

 

Enquanto a Copa do Mundo chegava a seu clímax, alguns dos principais clubes europeus já iniciavam suas pré-temporadas. Ao contrário do que acontece no Brasil, porém, no Velho Continente há tempo de sobra dedicado à preparação física e técnica dos jogadores para o início das campanhas.

 

LANCE!Net levantou números das pré-temporadas desses clubes e nenhum deles teve menos de 30 dias de treinos antes do início das competições oficiais – entre os times brasileiros poucos tiveram mais de doze dias de pré-temporada em 2014.

 

Na Europa, a temporada acaba normalmente no fim de maio. O mês de junho é de férias e no começo de julho, os jogadores retornam para a pré-temporada. No Brasil, os campeonatos chegam ao fim no início de dezembro e já no início de janeiro, os atletas são convocados para retornar a seus clubes e iniciar a preparação para a nova campanha. A diferença está no início dos jogos oficiais. No Velho Continente, a grande maioria dos campeonatos começa no meio de agosto, enquanto os Estaduais brasileiros se iniciam no fim de janeiro. Com isso, os jogadores brasileiros sofrem com o pouco tempo de preparação e o planejamento técnico também acaba sendo prejudicado.

 

A falta de tempo para uma pré-temporada adequada não dói apenas nos jogadores. As contas bancárias das equipes também sofrem. A julgar pelas viagens milionárias feitas por times europeus, os clubes brasileiros também poderiam lucrar levando suas equipes para excursões em lugares como Estados Unidos e Ásia. Sem falar na exploração da própria marca nesses mercados. De acordo com o preparador físico do Flamengo, Antonio Mello, que tem experiência no futebol europeu (trabalhou no Real Madrid junto a Vanderlei Luxemburgo), as viagens não influem no preparo dos atletas. Pelo contrário:

– Há tanto tempo disponível para prepararmos a equipe apropriadamente que as viagens não atrapalham. Elas, aliás, são uma ótima forma de ajudar os novos contratados a se entrosarem com o grupo e nos dá a oportunidade de enfrentarmos equipes de diferentes escolas do futebol.

 

O prejuízo de uma pré-temporada curta atinge o clube em vários níveis: técnico, físico e também financeiro e de marketing. O abismo entre os valores recebidos e pagos por clubes europeus e brasileiros também passa por essa diferença.

 

 

PRÉ-TEMPORADA 2014 DOS PRINCIPAIS CLUBES BRASILEIROS*:
Cruzeiro (19 dias); Botafogo e Palmeiras (15 dias); Atlético-MG e São Paulo (13 dias); Corinthians e Vasco (12 dias); Flamengo e Grêmio (11 dias); Fluminense e Internacional (Dez dias) e Santos (Nove dias).

 

 

PRÉ-TEMPORADA 2014/2015 DOS PRINCIPAIS CLUBES EUROPEUS*:
Inter de Milão (53 dias), Milan (52 dias); Juventus (48 dias), Liverpool (41 dias); Barcelona (40 dias); Borussia Dortmund (39 dias); Manchester United (37 dias); Bayern de Munique e Chelsea (35 dias); Manchester City (34 dias); Arsenal (33 dias) e Real Madrid (30 dias).

 

*Levando em consideração do primeiro dia de pré-temporada até o dia anterior ao primeiro jogo oficial da temporada, independente se com time misto, reserva ou titular.

PERFEIÇÃO NA EUROPA? 

 

Nem tudo é perfeito no calendário do futebol europeu. Assim como no Brasil, alguns clubes sofrem com o excesso de competições – há países em
que se jogam duas copas e a liga local, além de algum campeonato europeu. Na questão da pré-temporada, outro problema: os jogadores
que disputam torneios com suas seleções no meio do ano (Copa do Mundo, Copa América, Eurocopa etc) ficam atrás dos demais: o tempo de férias é respeitado, mas eles só entram em forma com a temporada já em curso. Recentemente, Arsène Wenger e Louis Van Gaal, técnicos de Arsenal e Manchester United, respectivamente, reclamaram do pouco tempo de preparo para esses atletas.

 

 

Lewandowski estreou pelo Bayern em amistoso diante do Duisburg (Foto: Site Bayern de Munique)

 

COM A PALAVRA
ANTONIO MELLO
Preparador físico do Flamengo, ao LANCE!Net

 

"A pré-temporada na Europa dura de 35 a 45 dias. Você tem tempo suficiente para estabelecer uma meta no treinamento. Você pode trabalhar as qualidades físicas de acordo com a necessidade do grupo e até individualmente, buscando no passo a passo o ganho do condicionamento pelo processo mais adequado possível. No Brasil, você tem normalmente no máximo de 15 dias. É completamente inadequado iniciar um campeonato com tanta solicitação como o nosso. Na Europa, os times que vão para a fase final da Liga dos Campeões chegam a 58, 60 jogos. No Brasil, os times de ponta fazem 80. Muita diferença.

Esse é um ano atípico. Nenhum profissional hoje pode reclamar que não teve tempo suficiente. O meio desse ano foi sensacional, pois deu ao preparador físico um mês de trabalho de trabalho para retomar esse segundo semestre. Mas é uma caso isolado, proporcionado pela Copa do Mundo.

 

 

A adequação do calendário brasileiro ao dos principais países da Europa é a briga de todos os preparadores físicos que estão no futebol brasileiro. Seria excelente. Você teria tempo de preparação, poderia viajar para fazer jogos amistosos e deslocar a equipe para determinados lugares, por exemplo. Mas a nossa temporada teria que ser reduzida. Não poderíamos jogar Estadual, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e
Mundial...É muito pesado.

 

 

Sem o tempo ideal, nós (comissão do técnico Vanderlei Luxemburgo) esticamos a pré-temporada, jogando com times mistos nos primeiros jogos. Assim, trabalhamos pelo menos mais duas semanas em ritmo de treinos, mesclando o time."

 

Barcelona está na Inglaterra para um período de treinos (Foto: Site Oficial Barcelona)

 

BATE-BOLA
DIEGO ALVES
Goleiro ex-Botafogo-SP, Atlético-MG, Almería (ESP) e atualmente, no Valencia (ESP), ao LANCE!Net

 

 

LANCE!Net: Você tem uma pré-temporada mais trabalhada, na Europa, e já teve uma mais apressada, no Brasil. Para o jogador, qual a diferença?

O melhor é ter tempo para tudo: recondicionamento físico, depois carga mais forte, aí trabalho com bola. Dependendo da comissão técnica, essas etapas acabam sendo mescladas, para tornar o trabalho mais atrativo. Lá fora nós ainda recebemos uma programação para cumprir nas férias, acho que alguns clubes no Brasil também fazem isso, para que os atletas não cheguem tão defasados nos primeiros dias. Se você consegue cumprir, o sofrimento é menor na volta (risos).

L!Net: Você é a favor de uma readequação do calendário brasileiro de modo a dar mais ênfase e tempo para a pré-temporada?

Aqui na Europa eu não tenho reparos a fazer. E daqui fica difícil falar sobre a situação no Brasil, mas antigamente acho que era pior. Hoje os clubes, principalmente os que disputam a Libertadores, costumam iniciar a temporada mesclando equipes jovens nos estaduais para dar mais tempo de preparação ao grupo principal. Sou a favor do tempo ideal de pre-temporada, sem pular etapas. Quando a preparação é ruim, todos saem prejudicados: atletas, que não conseguem a melhor performance; comissão técnica, que não consegue exigir o que pretendia dos atletas devido a essa falta de preparação; e os torcedores, que acabam insatisfeitos com os resultados.

L!Net: Amistosos de pré-temporada cumprem um papel importante na preparação para a temporada?

 

Com certeza. Mesmo que alguns jogos não tenham um nível de exigência à altura de competições, num amistoso você consegue colocar em prática aquilo que vem exercitando na pré-temporada. Também é hora de dar uma "soltada", o corpo fica um pouco travado pelo retorno à intensa rotina de treinos. E nada como um jogo para ir pegando ritmo.

 

 

COM A PALAVRA
AMIR SOMOGGI - ACADEMIA LANCE!
Consultor de marketing esportivo e gestão esportiva

 

"A pré-temporada é estratégica. Os clubes fazem excursões e se puderem vão até para mais de um lugar na pré-temporada. É muito lucrativo porque ativa o marketing e usa muito o apoio dos patrocinadores, que também estão envolvidos. Por exemplo, o Real Madrid pode ganhar até 15, 20 milhões (de euros) em uma pré-temporada.

 

Ganha muito também com o fortalecimento esportivo e de marketing. Os clubes brasileiros estão perdendo muito em não fazer pré-temporadas longas. Mas existem dificuldades também. Pelo calendário é muito difícil. A pré-temporada dos clubes europeus é no verão europeu, nosso inverno, com o Brasileirão a todo vapor. Infelizmente com o nosso calendário sem uma parada é complicado. Os clubes brasileiros deveriam tentar conseguir uma pausa. No calendário brasileiro tem a pausa em janeiro, mas não podem jogar contra os clubes europeus, que estão no meio da temporada."





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