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28/10/2013
20h58 | esportes - FUTEBOL NACIONAL
Reunião na CBF: calendário nacional só sofrerá mudanças em 2015
Setores de todos os interessados no futebol brasileiro estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em discussão, o calendário do futebol brasileiro, motivado pela situação em que se encontra o previsto para 2014, com a realização da Copa do Mundo no Brasil e a redução das pré-temporadas e até a possibilidade de não ser respeitado o período de 30 dias de férias.
Juan, Seedorf, Alex e Fernando Prass reunião CBF (Foto: Thales Soares)
Juan, Seedorf, Alex (ao fundo) Alessandro e Fernando Prass em reunião na CBF (Foto: Thales Soares)
No entanto, o calendário de 2014 não deve sofrer alterações maiores, ao contrário do que vinha pedindo o Bom Senso F. C., criado pelos jogadores dos principais clubes do país. Elas ficariam apenas nas que já estão sendo efetuadas por federações estaduais, como aconteceu no Rio de Janeiro. As mudanças efetivas só acontecerão em 2015.
- É covardia se falar em 2014 com a paralisação de 45 dias para a Copa do Mundo. Não está nada resolvido. Em 2015, não haverá futebol em janeiro e os estaduais serão reduzidos para que sejam mais rentáveis e atrativos. Serão 30 dias de férias e 30 dias de pré-temporada. É lei. Está definido - afirmou Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG.
Em 2015, não haverá futebol em janeiro e os estaduais serão reduzidos para que sejam mais rentáveis e atrativos"
Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG
Sobre o número de competições a serem disputadas pelo clube, Kalil manteve um posicionamento firme. Ele disse que aqueles que são contra essa situação que peçam para não participar.
- Quem não quiser disputar Taça Libertadores e Copa do Brasil, que mande uma carta para a CBF e diga isso. Quanto aos jogadores, quando eles assinaram os contratos, o calendário já estava aí - afirmou Kalil.
Os jogadores estiveram representados por Alex (Coritiba), Prass (Palmeiras), Alessandro e Paulo André (Corintihias), Seedorf (Botafogo) e Juan (Inter). Alessandro se mostrou muito confiante em uma mudança no calendário do futebol. Além disso, ele fez questão de lembrar que a maioria dos jogadores no Brasil estão jogando fora da primeira divisão e não podem ser esquecidos.
- A gente sabe como está sendo difícil (mudanças) para ano que vem, mas para 2015 esperamos que exista algo diferente para que os jogos fiquem melhores e os torcedores tenham mais motivação para ir aos estádios. Todo mundo deu sua opinião a respeito disso. Eu jogo no Corinthians, Seedorf no Botafogo, mas os clubes pequenos não têm calendário no ano inteiro. Estamos brigando pela classe. A maioria não pode ser esquecida, isso inclui férias, salários em dia... A gente precisa de uma maior preocupação. Estamos falando de todas as equipes. Temos números excessivos de jogos. Se o São Paulo for para a final da Sul-Americana terá um número maior que os times europeus. Vamos lutar para que muita coisa possa ser mudada. Sabe que em 2014 será difícil, devido a Copa do Mundo. Tem uma parada gigantesca de 45 dias, mas esperamos que em 2015 os resultados possam aparecer.
Marin, Del Nero e Kalil reunião CBF (Foto: Thales Soares)
O presidente da CBF, José Maria Marin, o da FPF, Marco Polo Del Nero, e o do Atlético-MG, Alexandre Kalil, conversam durante a reunião na sede da CBF, no Rio de Janeiro (Foto: Thales Soares)
Outro jogador que falou foi o meia Alex, do Coritiba, que lamentou a falta dos treinadores e dos executivos de futebol na reunião da tarde desta segunda-feira.
- Talvez o Afonsinho (primeiro a ganhar passe livre) tenha brigado por uma coisa diferente e temos um respeito grande por ele, mas hoje se criou uma situação diferente. Acredito que ainda tenha faltado o lado dos treinadores e dos executivos, mas os outros setores estavam ai. Desde o início, sabíamos que em 2014 seria um ano atípico por causa da Copa. Vão ter várias outras conversas. Todos os profissionais têm essa preocupação com o Fair play (divida dos clubes) e sabemos que a associação dos clubes está discutindo com o governo federal as dividas para que as coisas se alinhem.
Estamos brigando pela classe. A maioria não pode ser esquecida, isso inclui férias, salários em dia... A gente precisa de uma maior preocupação. Estamos falando de todas as equipes. Temos números excessivos de jogos. Se o São Paulo for para a final da Sul-Americana terá um número maior que os times europeus. Vamos lutar para que muita coisa possa ser mudada"
Alesssandro, lateral do Corinthians
Além da comissão dos jogadores, participaram da reunião o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF), a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), a Comissão de Clubes da CBF e a Rede Globo, por ser a emissora detentora dos direitos de transmissão das competições de âmbito nacional.
Entenda o caso
O Bom Senso F.C. foi criado por jogadores brasileiros para discutir e propor melhorias na qualidade do calendário do futebol nacional. O grupo já tem modelos prontos para serem apresentados à CBF. Eles visam equilibrar a temporada com menos partidas para os times grandes e mais atividade para os pequenos. Além disso, o dossiê que já havia sido entregue à entidade aborda também férias, pré-temporada, participação no conselho técnico das competições e entidades e fair-play financeiro - ou uma garantia de que os atletas recebam seus salários em dia, exigindo mais responsabilidade dos clubes com suas finanças. Atualmente, cerca de 860 jogadores das Séries A e B já aderiram ao movimento. Na penúltima rodada, em todos os duelos do Campeonato Brasileiro, os times adversários se abraçaram no centro do gramado, num gesto simbólico do pedido por modificações no futebol do país.
A CBF divulgou um comunicado em seu site oficial sobre o encontro. Abaixo, a íntegra:
Como tem sido amplamente divulgado, a CBF realizou em sua sede, no dia 28 de outubro corrente, reunião com representantes de diversas entidades do futebol brasileiro, para examinar alguns assuntos importantes para o esporte. Os debates então ocorridos foram relevantes e proveitosos, pois sob condução da CBF, sensível às aspirações dos diversos agentes envolvidos com a prática de futebol, chegou-se às seguintes conclusões:

a) férias dos jogadores – desde o ano de 2005 (primeiro ano do calendário permanente) as férias dos jogadores nunca deixaram de ser gozadas no período de 30 dias seguidos. No ano de 2013, também será observado o regime de 30 dias de férias, apesar das dificuldades inerentes ao ano de 2014, em que o calendário do futebol brasileiro estará muito prejudicado, em função da Copa do Mundo que será disputada, no Brasil, no período de 12 de junho a 13de julho de 2014;

b) pré-temporada – o período de pré-temporada somente será diminuído em 2014, em função da Copa do Mundo. Apesar disso, no ano de 2014, será implantado um período capaz de propiciar o treinamento dos times e a preparação das equipes antes do início da temporada. A partir de 2015, o período da pré-temporada deverá ter a duração de 30 dias;

c) quantidade de partidas num período de 30 dias – a esmagadora maioria dos clubes não joga mais de 7 vezes em 30 dias, salvo com relação àqueles que chegam às finais da Copa do Brasil e das Copas Continentais (Libertadores e Sul Americana). Em 2013, houve um maior número de meses em que se jogou 8 vezes em razão da parada de 30 dias durante a Copa das Confederações, fato este que se repetirá em 2014 quando haverá novo período de recesso de 45 dias, com a interrupção de todas as competições, em virtude da disputa da Copa do Mundo, no Brasil;

d) limitação da quantidade anual de partidas – visando à obtenção de melhor rendimento esportivo dos atletas, de maneira a que possam atuar com pleno aproveitamento, a CBF estabelecerá um limite máximo anual de jogos com o objetivo de evitar um excessivo desgaste físico dos jogadores.
e) fair play financeiro - a CBF já cuidou de organizar Grupos de Trabalho destinados a estudar as medidas para esse fim, que serão repassadas a clubes e Federações. Será desenvolvido sistema de punições aos clubes baseado em restrições operacionais, com abandono do critério apenas financeiro das penalidades, o qual, entretanto, somente poderá ser implementado a partir da celebração de acordo com o Governo que propicie o parcelamento da dívida fiscal dos clubes. Como é de conhecimento geral, a CBF vem se empenhando junto aos poderes da República no sentido de ser regularizado o passivo tributário dos clubes
brasileiros. Isso será muito dificultado e talvez inviabilizado se os clubes não mostrarem terem implantado estritas normas de responsabilidade fiscal, que possam inspirar confiança aos gestores públicos.

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