Dez anos depois da conquista do penta, Felipão retorna com 'obrigação' do hexa (EFE)

O sucesso de Luís Felipe Scolari à frente da seleção brasileira passa necessariamente pelo fim de um tabu que acompanha os técnicos vencedores de copas do mundo: nenhum deles, no seu retorno à canarinha, conseguiu ganhar outra copa.

Dos cinco vencedores (Vicente Feola, Aymoré Moreira, Zagallo, Carlos Alberto Parreira e Felipão), três encararam novamente um mundial pela seleção brasileira em quatro oportunidades e fracassaram: Feola (1966, Inglaterra), Zagallo (1974, Alemanha; 1998, França) e Parreira (2006, Alemanha).

Vicente Feola (1958 – 1966)

O técnico que comandou a seleção no seu primeiro título em copas do mundo teve o pior desempenho na história da competição oito anos depois.

Depois de trazer o caneco com a ajuda de um garoto de 17 anos, em 1958, na Suécia, Vicente Feola foi chamado para substituir Carlos Froner e levar o Brasil ao que seria o tricampeonato, na Inglaterra.

O momento era de total euforia no Brasil, então vencedor em 1958-62. No pior estilo já-ganhou e com muita influência política entre os convocados, a preparação da equipe foi feita. O resultado não poderia ser outra: eliminação na primeira fase.

Os brasileiros venceram a Búlgária na estreia por 2×0 e depois sofreram duas derrotas consecutivas: Hungria e Portugal (ambas por 3×1).

Mário Jorge Lobo Zagallo (1970 – 1974 e 1998)

O sonhado tricampeonato que se esperava com Feola veio quatro anos depois com Zagallo, no México, à frente do que muitos consideram a melhor seleção de todos os tempos. Era o segundo título do então treinador, que já havia participado da conquista de 1958 como jogador.

Com um time bem renovado em relação à Copa do México, Zagallo foi à Alemanha, ainda Ocidental, levando um futebol bem diferente do apresentado em 1970.

A seleção ficou apenas com a quarta colocação, após ser atropelado, nas semifinais, pela Holanda, país o qual o técnico brasileiro havia dito que não o preocupava.

24 anos mais tarde, Zagallo voltaria a ser chamado para comandar a seleção numa copa do mundo, a da França, em 1998. Com uma equipe mesclada entre a que havia sido campeã em 1994, nos EUA, e caras novas, o Brasil chegou à final.

A famosa convulsão do atacante Ronaldo no dia da decisão com os franceses marcou os bastidores da partida. Quando a bola rolou, o time brasileiro foi engolido por Zinedine Zidane e companhia num impiedoso 3×0.

Carlos Alberto Parreira (1994 – 2006)

Três anos antes da Copa do Mundo dos EUA, Carlos Alberto Parreira deu o pontapé inicial para tirar o país da fila de 24 anos sem títulos mundiais. O sucesso em 1994 com o time de Romário credenciou o treinador a voltar ao comando da seleção na Copa de 2006, na Alemanha.

Da mesma maneira que havia acontecido na passagem anterior, ele assumiu o comando da equipe três anos antes do mundial. Mas, ao contrário do que aconteceu na preparação de 1994, o ambiente na seleção era de muito oba-oba. Nem parecia que aquela equipe iria disputar uma copa.

Em gramados alemães, o Brasil conseguiu vencer seus quatro jogos iniciais, mesmo sem jogar um bom futebol. Quando se deparou com uma seleção de ponta, deu adeus à copa. Mais uma vez, Zidane deu o seu show e mandou o time de Parreira para casa nas quartas de final.

Outros

Além dos fracassos no retorno em copas, outros dois treinadores também tiveram experiências frustradas fora de um mundial. Aymoré Moreira voltou a comandar a seleção (1967-68). No mesmo período, Zagallo, antes de ser campeão em 1970, também chegou a treinar a equipe nacional.

Do Blog de Primeira