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07/03/2010
17h00 | esportes - África do Sul
Vasco sul-africano repete o feito do carioca e chega à Primeira Divisão
Time vence o Black Leopards por 2 a 1 e faz história no futebol do país

Do globoesporte.com 

A distância entre a tradição do Vasco original para a do Vasco sul-africano é mais ou menos como a que separa São Januário do acanhado estádio de Parow, a 20 minutos do centro da Cidade do Cabo. Mas por um domingo, o primo menos famoso do Vasco pôde sentir a força da cruz de malta e a sensação de jogar num caldeirão. Com um calor beirando os 40 graus, quase cinco mil torcedores superlotaram o pequeno campo para ver a partida mais importante dos 30 anos de história do clube. Gente espremida nas duas arquibancadas, de pé atrás da baliza, nos terraços dos prédios, vibrando com a chance de o time chegar pela primeira vez à elite do futebol do país. Criado em homenagem ao Vasco carioca, com escudo e uniforme iguais, o clube sul-africano repetiu a história que se viu no Brasil em 2009 e chegou à primeira divisão ao bater o Black Leopards por 2 a 1.

- Aqui pode não ter nenhum Cristiano Ronaldo, nenhum Kaká, mas esse é um time de soldados. Lutamos muito, demos o nosso máximo para a realização deste sonho - disse o capitão Keenin Lesch, que fez, de pênalti, o gol da vitória.

Antes disso, o empate levava a decisão da segundona para os pênaltis. Os dois primeiros gols saíram na etapa inicial, quase simultaneamente. O Vasco abriu o placar aos 27 minutos, com Bradley August, de cabeça, após cobrança de escanteio. Os jogadores ainda comemoravam com os torcedores quando o Black Leopards deu a saída, Bobe fez jogada pela direita e cruzou para Grant empatar.

E o início do segundo tempo animou os torcedores visitantes, que cruzaram a África do Sul de Limpopo, a província mais ao norte do país, até o extremo sul da Cidade do Cabo. Foram mais de 1,8 mil quilômetros de ônibus, 24 horas de viagem, que até os 34 minutos do segundo tempo pareciam valer a pena. Mas aí o atacante vascaíno Serunkuma recebeu na área, dominou de costas para o gol e foi derrubado. Lesch pegou a bola, botou na marca e rolou com estilo no canto esquerdo do goleiro: 2 a 1. O Black Leopards ainda perdeu um gol na pequena área, depois o Vasco acertou o travessão, mas a história terminou com final feliz para os vascaínos, a maioria descendentes de portugueses. Na comemoração pelo inédito acesso, gritavam "Vasco" e "Portugal".

- A comunidade portuguesa aqui na África do Sul é enorme, deve ter umas 500 mil pessoas. Por isso meu irmão, Marcelino Vasco, criou o clube. Ele foi ao Brasil, viu que o Vasco representava a comunidade portuguesa e quis fazer o mesmo aqui. Foi também uma homenagem ao meu pai, que se chamava Vasco. Nosso Vasco da Gama foi um sonho que eles sonharam juntos. Hoje estamos aqui, no dia mais importante da nossa história - contou Yvonne de Nóbrega, irmã de Marcelino, vestida com uma camisa do Vasco brasileiro. 

Fundador do clube, Marcelino preferiu assistir ao jogo pela televisão em casa, para evitar problemas cardíacos. Mas deve estar sorrindo até agora com o horizonte que se abriu para o clube. A conquista da segunda divisão garantiu um cheque de 300 mil rands, o equivalente a R$ 70 mil reais, um pouco mais que a folha salarial. Mas valeu, principalmente, para colocar o Vasco em outro patamar no futebol sul-africano. Agora na primeira divisão, o clube receberá mensalmente cerca de R$250 mil da Liga profissional, fora a possibilidade de finalmente atrair patrocinadores. Até hoje o time era bancado por uma espécie de conselho com 31 integrantes.

- Não posso dizer quanto gasto com o Vasco porque senão minha mulher me mata - brinca Mario das Neves, presidente do conselho e irmão do técnico do clube. - Em geral cada um dá pelo menos uns 10 mil rands (R$2,5 mil) todo mês.

Além de mais dinheiro, o acesso deve transferir os jogos do Vasco sul-africano para um estádio maior que o de Parow. Haverá mais renda, mais público, mais atenção, jogos contra os grandes clubes do país já a partir do segundo semestre de 2010. Neste domingo, o primo mais novo do Vasco brasileiro tornou-se um pouquinho maior. Repetiu o feito dos brasileiros e colocou o Vasco na elite nos dois lados do Atlântico.


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