Página inicial
 
Mural de recados
24.04 | George Luís
Sou Centralino de Coração, apaixonado pela Patativa do Agreste, mas sem dúvidas, ...
23.04 | Davi
Parabéns ao Salgueiro pela campanha q vem fazendo,embora nos ultimos anos o time ...
23.04 | Patativa
Será que os dirigentes do Salgueiro administram o clube tal como os do Central, ...
 
[Enviar] [Listar]
Esportes
Vídeos
CENTRAL de CARUARU
Clube Atlético do Porto
Sport Club do Recife
Santa Cruz Futebol Clube
Clube Náutico Capibaribe
Salgueiro Atlético Clube
Futebol Pernambucano
Futebol Nacional
Futebol Internacional
Opinião
Giros
Enquete
Não existe enquete no momento!
 
Publicidade
 
 
06/08/2015
06h03 | esportes - LIBERTADORES DA AMÉRICA
Futebol Sul-Americano: River Plate domina o Tigres, faz 3x0 e é tri da Libertadores da América após 19 anos
Após a Sul-Americana de 2014 e a última Recopa, o River completa seu domínio sul-americano (Foto: Juan Mabromata/AFP)
Após a Copa Sul-Americana de 2014 e a última Recopa, o River completa seu domínio sul-americano (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Pela terceira vez na história, o Monumental de Núñez explodiu em festa pela conquista da América. Na noite desta terça-feira, o River Plate bateu o Tigres por 3 a 0 na decisão do torneio, e, após empate sem gols na ida, se sagrou tricampeão da Copa Libertadores, 19 anos depois de seu segundo título, e última oportunidade na qual havia chegado à final.

Os tentos que garantiram a taça ao time da casa em Buenos Aires foram anotados pelo atacante Lucas Alario, pelo meio-campista Carlos Sánchez (de pênalti) e pelo zagueiro Funes Mori.

As conquistas anteriores aconteceram em 1986 e em 1996, ambas decididas na casa dos Milionários diante do América de Cali-COL. Da segunda conquista, inclusive, o agora treinador Marcelo Gallardo participou como jogador (à época era um jovem meia promissor do River, atuando ao lado de estrelas como Hernán Crespo e Enzo Francescoli). Nesta quarta-feira, no entanto, Gallardo não esteve no banco de reservas, pois foi expulso no primeiro jogo e cumpriu suspensão. Em seu lugar, o auxiliar Matías Biscay ficou à beira do gramado.

Além disso, ao se sagrar campeão da Libertadores em 2015, a equipe argentina completa seu domínio em âmbito sul-americano, uma vez que havia conquistado a Copa Sul-Americana de 2014 e a última Recopa.

A caminhada para o título começou com mau desempenho na fase de grupos e classificação dramática como pior equipe das oitavas de final, após segundo lugar com apenas sete pontos na chave 6, liderada justamente pelo Tigres, que venceu o Juan Aurich-PER na última rodada, qualificando os argentinos. Na fase seguinte, despachou o arquirrival Boca Juniors no polêmico confronto com gás de pimenta atirado pela torcida em La Bombonera. Nas quartas, teve reação brilhante contra o Cruzeiro, e, após derrota por 1 a 0 em casa, fez 3 a 0 no Mineirão e se classificou para, na semi, passar com relativa tranquilidade pelo Guaraní-PAR.

A equipe mexicana, por sua vez, também teve trajetória de respeito para conseguir o feito histórico de se tornar o terceiro finalista de Libertadores do país em todos os tempos (após Cruz Azul, em 2001, e Chivas Guadalajara, em 2010).

Após a qualificação como líder do Grupo 6, segundo melhor de todas as chaves, o Tigres despachou o Universitario de Sucre-BOL nas oitavas, com vitória por 2 a 1 fora de casa e empate por 1 a 1 em Monterrey. Nas quartas, saiu em desvantagem contra o Emelec-EQU (1 a 0), mas reagiu em seus domínios (2 a 0) e passou à semifinal, na qual também saiu atrás do Internacional, após sofrer 2 a 1 no Beira-Rio, e impôs 3 a 1 em seu estádio para garantir vaga na decisão.

Alario marcou aos 44 minutos do primeiro tempo e abriu o caminho para o título do River (Foto: Juan Mabromata/AFP)
Alario marcou aos 44 minutos do primeiro tempo e abriu o caminho para o título do River (Foto: Juan Mabromata/AFP)

River tem maior posse de bola e enerva adversários, mas só abre o placar aos 44

O River Plate começou a partida com time diferente daquele que arrancou empate por 0 a 0 na partida de ida, no Estadio Universitario, na região metropolitana de Monterrey. O lateral direito Mercado, suspenso, foi substituído pelo meio-campista improvisado Mayada. Do meio para frente, Tabaré Viudez e Rodrigo Mora sentiram problemas físicos e tiveram suas vagas ocupadas por Bertolo e Cavenaghi, respectivamente.

Sob canto constante em volume ensurdecedor da torcida mandante nas arquibancadas, a primeira etapa começou com a intensidade que se espera de uma decisão de Libertadores. Logo aos quatro minutos, Ponzio e Javier Aquino dividiram rispidamente no meio-campo e o mexicano ficou caído, suscitando protestos tímidos de ambos os times, contidos sem demora pelo árbitro.

Assim como aconteceu na ida, a equipe da casa dominou a posse de bola no início, mas não conseguia criar chances agudas. Aos oito minutos, para impedir saída rápida do Tigres, Lucas Alario deu entrada forte em Javier Aquino e recebeu o primeiro cartão amarelo da partida.

A primeira grande oportunidade de gol saiu aos 14 minutos, quando Funes Mori errou na saída de bola e perdeu para Rafael Sobis, que invadiu a área e cruzou para Gignac, mas o francês, de frente para o gol, não conseguiu dominar e perdeu chance clara de abrir o placar. Entretanto, o River seguiu trocando passes e controlando o jogo, ocasionando cartões amarelos para quatro adversários, entre faltas e reclamação: Jiménez, Juninho, Rivas e Gignac.

Os donos da casa responderam com boa ocasião ofensiva somente aos 38 minutos, quando o zagueiro Funes Mori carregou a bola até o meio-campo e deu belo passe em profundidade para Cavenaghi, que saiu livre cara a cara com Guzmán, mas parou em boa saída do goleiro adversário. Mas, pouco antes do intervalo e já sob forte chuva, o Monumental de Núñez pôde explodir em alegria. Aos 44 minutos, após bela jogada de Vangioni pela esquerda, com direito a caneta no marcador, Lucas Alario recebeu bom cruzamento no primeiro pau e se antecipou à defesa para desviar de cabeça para o fundo do gol e colocar os Milionários em vantagem.

O River Plate foi superior durante a maior parte do jogo, que virou a seu favor com o primeiro gol (Foto: Juan Mabromata/AFP)
O River Plate foi superior durante a maior parte do jogo, que virou a seu favor com o primeiro gol (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Tigres volta bem, mas Carlos Sánchez faz o segundo e Funes Mori fecha o caixão

Apesar da chuva, o início do segundo tempo foi corrido. Diante da desvantagem no placar, o Tigres passou a tocar mais a bola e buscar escapadas rápidas pelas laterais para pressionar o River, que por sua vez resistia através de boas intervenções da defesa.

Um dos atletas mais enérgicos da equipe mexicana em campo, o brasileiro Rafael Sobis causou advertência a dois jogadores do River nos primeiros minutos. Logo aos dois, Funes Mori levou amarelo por fazer falta dura no atacante adversário, e o mesmo aconteceu com Cavenaghi, aos dez.

Ainda que tenha voltado melhor à segunda etapa, o Tigres só finalizou aos 15 minutos, quando Guido Pizarro bateu rasteiro de longe, mas mandou no meio do gol e Barovero defendeu com facilidade. Aos 19, o técnico brasileiro Tuca Ferretti fez a primeira substituição do duelo, trocando Arévalo Ríos por Jesús Dueñas. Aos 24, o braço direito de Gallardo Matías Biscay, trocou Alario por Driussi.

A partir do segundo gol, a torcida já passou a comemorar no Monumental (Foto: Juan Mabromata/AFP)
A partir do segundo gol, a torcida já passou a comemorar no Monumental (Foto: Juan Mabromata/AFP)

A situação dos mandantes ficou muito mais complicada aos 27 minutos, quando, após erro na saída de bola, Javier Aquino chegou por trás e derrubou Carlos Sánchez, cometendo pênalti. O próprio meio-campista uruguaio foi para a cobrança e, com categoria, deslocou o goleiro Nahuel Guzmán para fazer 2 a 0. Na comemoração, tirou a camisa e foi advertido.

Logo em seguida, Cavenaghi saiu para a entrada de Pisculichi, deixando a faixa de capitão sob os cuidados do goleiro Barovero. O treinador Ricardo Ferretti também reagiu instantaneamente e trocou Jiménez pelo equatoriano Guerrón. A abalada equipe mexicana, no entanto, mal teve tempo de se recuperar do segundo golpe e após cobrança de escanteio de Pisculichi pela direita, o zagueiro Funes Mori cabeceou para o fundo do gol para praticamente sacramentar o título.

Nos últimos minutos, o veterano Lucho González ainda entrou no lugar de Kranevitter para participar do momento do título, que veio aos 46 minutos, com o apito final e o início de uma grande festa no Monumental de Núñez.

FICHA TÉCNICA
RIVER PLATE-ARG 3 x 0 TIGRES-MEX

Local: Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires (Argentina)
Data: 5 de agosto de 2015, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Darío Ubriaco
Assistentes: Mauricio Espinosa e Nicolás Tarán (trio do Uruguai)
Cartões amarelos: Lucas Alario, Cavenaghi, Funes Mori e Carlos Sánchez (River Plate); Jiménez, Juninho, José Rivas, Gignac e Torres Nilo (Tigres)

GOLS:
RIVER PLATE: Lucas Alario, aos 44 do primeiro tempo; Carlos Sánchez (de pênalti) aos 28 e Funes Mori, aos 33 minutos do segundo tempo

RIVER PLATE: Marcelo Barovero; Camilo Mayada, Jonatan Maidana, Ramiro Funes Mori e Leonel Vangioni; Carlos Sánchez, Leonardo Ponzio, Matías Kranevitter (Lucho González) e Nicolás Bertolo; Fernando Cavenaghi (Pisculichi) e Lucas Alario (Driussi)
Técnico: Marcelo Gallardo

TIGRES: Nahuel Guzmán; Israel Jiménez (Guerrón), Juninho, José Rivas e Jorge Torres Nilo; Arévalo Ríos (Jesús Dueñas), Guido Pizarro, Jürgen Damm e Javier Aquino; Rafael Sobis e André-Pierre Gignac
Técnico: Ricardo “Tuca” Ferretti

Gazeta Esportiva 


.
 
 
 
eXTReMe Tracker