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30/07/2014
16h44 | esportes - FUTEBOL
Presidente da AFA, Julio Grondona morre após complicações cardíacas
Clique e Confira.

Do globoesporte.com 

Morreu nesta quarta-feira Julio Humberto Grondona, presidente da AFA (Associação Argentina de Futebol) nos últimos 35 anos. O dirigente, de 82 anos de idade, havia sido internado nesta manhã no centro hospitalar Mitre, em Bueno Aires, depois de reclamar de dores no peito durante a madrugada.

Grondona faleceu por volta das 12h50 (de Brasília), momentos antes de ser submetido a uma cirurgia para corrigir um aneurisma da artéria aorta. Segundo comunicado divulgado ainda na manhã, ele chegou ao hospital “com ligeira indisposição”, mas sua saúde foi piorando com o passar das horas - chegou a respirar com o auxílio de aparelhos na UTI.


VELÓRIO SERÁ NO CT DA ARGENTINA

 


O corpo de Julio Grondona será velado no ginásio de futsal do Centro de Treinamento de Ezeiza, que abriga a seleção nacional e fica ao lado do aeroporto internacional de Buenos Aires. O enterro foi marcado para a próxima sexta-feira, às 12h, no cemitério de Avellaneda.

 

CONSTANTES PROBLEMAS DE SAÚDE

 


Problemas de saúde não eram novidade na vida de Grondona, especialmente nos últimos anos. Ele foi operado na Suíça e na Argentina por problemas intestinais e, além disso, sofreu bastante emocionalmente com a perda da esposa Nélida Pariani, companheira de toda a vida e vítima de um câncer em 2012.

 

Grondona concederia uma entrevista coletiva nesta quarta com Alejandro Sabella, técnico que deixará o comando da seleção após o vice-campeonato mundial. De acordo com o site “Canchallena”, o dirigente se reuniria ainda nesta semana com Tata Martino para definir a contratação do ex-Barcelona. Como o mandato iria até outubro de 2015, o vice-presidente Julio Segura (que também exerce cargo como presidente do Argentinos Juniors) será o seu substituto temporário.

Julio Grondona presidente da AFA com Cristina Kirchner  e Maradona (Foto: Reuters)Ao lado de Cristina Kirchner e Maradona: Grondona só enfrentou eleições na AFA em uma oportunidade (Foto: Reuters)

 




 




TORNEIO DE 30 TIMES COMO "LEGADO"

 


Além dos filhos Liliana, Humberto e Julio Ricardo - este último é presidente do Arsenal de Sarandí -, Grondona deixará como “legado” um torneio bastante discutível ao futebol argentino. Como havia prometido em suas últimas três reeleições, ele enfim colocou em prática o desejo de ter um Campeonato Argentino com 30 clubes.

 

 


VIDA QUASE ETERNA NA AFA

 

 

A ideia foi apresentada em abril e consumada em junho. A competição será disputada de fevereiro a dezembro de 2015, pela primeira vez no sistema de pontos corridos em todo o ano - antes, havia os torneios Inicial e o Final, quando os campeões se enfrentavam ao fim da temporada para definir o grande vencedor.

Desta forma, a Segunda Divisão de 2014 terá dez equipes promovidas para o novo formato, o que beneficiará principalmente o Independiente, grande que esteve fora da elite recentemente. Serão 29 rodadas de todos contra todos mais uma adicional para a repetição dos principais clássicos do país - Boca Juniors x River Plate, por exemplo. A fórmula de rebaixamento está mantida - apenas os dois piores clubes no promedio, sistema que leva em conta a média de pontos das últimas três temporadas disputadas. O atual campeonato, que começaria nesta sexta-feira, foi postergado em uma semana.

 

 


Nascido em 18 de setembro de 1931 em Avellaneda, no interior da Argentina, Grondona fundou em 11 de janeiro de 1956 o Arsenal de Sarandí, clube no qual foi presidente pelas duas décadas seguintes. Só saiu de lá em 1976 para assumir a presidência do Independiente até 1979. Nesse período, levou a equipe ao título argentino de 1977. 

Desde então, ele virou o homem que comandava o futebol argentino. Foi eleito presidente da AFA em 1979, um ano após o primeiro título mundial da Argentina, e comandou a entidade por nada menos que 35 anos. Durante essas três décadas e meia, só enfrentou eleições uma vez e, de resto, sempre foi eleito por unanimidade pelos dirigentes que compunham o Comitê Executivo na entidade. 

 

Julio Grondona presidente da AFA com Blatter (Foto: Getty Images)Julio Grondona posa com Joseph Blatter: argentino mantinha cargo de vice-presidente na Fifa (Foto: Getty Images)

 



Durante sua gestão à frente da AFA, a seleção argentina conquistou a Copa do Mundo de 1986, no México, e duas medalhas de ouro olímpicas: em 2004, em Atenas, e em 2008, em Pequim. Além disso, tem duas Copas América, em 1991 e 1993. Mas nem tudo são flores, e o ex-dirigente argentino coleciona também várias controvérsias no currículo. 

Muito ligado a políticos locais, Grondona foi designado para assumir a AFA pela ditadura militar argentina e, desde que assumiu a entidade, teve seu nome ligado a diversos escândalos de corrupção, além dos vínculos controversos com empresários argentinos que possuíam influência dentro da federação argentina. 

 

Messi e Julio Grondona presidente AFA (Foto: REUTERS)Grondona e Messi: craque lamentou a morte do presidente da AFA (Foto: Reuters)

A influência política de Grondona também era grande na Fifa. Ele era presidente da Comissão de Finanças da entidade, na qual também tinha o cargo de vice-presidente. Bastante impopular, era também um grande aliado da presidente Cristina Kirchner e importante para que o governo conseguisse estatizar a transmissão dos jogos na Argentina.

A última polêmica apareceu na Copa do Mundo de 2014, que a Argentina foi vice-campeã após perder a final para a Alemanha no Maracanã. Tnto o veice-presidente da AFA, Luis Segura, quanto o filho de Grondona, Humberto Grondona, admitiram que venderam ingressos de jogos  competição. Diante de suspeitas de cambismo, ambos garantiram que não houve má-fé. 

 

- O que fiz, do meu modesto lugar, foi vender ingressos às pessoas que viajaram ao Brasil e não tinham ingressos. Por isso, tentamos vender os ingressos que tínhamos de sobra para pessoas conhecidas. Não anunciamos isso para ninguém. Existiam umas 400 pessoas pedindo entradas – disse Luis Segura. 

Durante o mandato de Grondona, houve oito greves de jogadores, três paralisações de árbitros e mais de 40 casos de doping de jogadores da seleção na Argentina. Outro ponto que pesa contra o ex-dirigente foi que os barra bravas, espécie de polêmica torcida organizada, cresceram bastante ao longo dessas três décadas e meia.

 


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