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23/09/2011
12h28 | esportes - Futebol
Cheio de moral na Rússia, Roberto Carlos indica reforços até para dono

Do globoesporte.com 

Os outros jogadores já foram embora, as equipes de TV já recolheram suas câmeras e a polícia começou a desfazer o enorme aparato de segurança em torno do estádio em Khimki, nos arredores do Moscou, após a partida entre Dínamo Moscou e Anzhi Makhachkala. Roberto Carlos, porém, mal saiu do lugar. Está tirando fotos com torcedores e distribuindo autógrafos, cumprindo o papel de ídolo de um clube que ele mal conhecia quando sua vida mudou no mês de fevereiro.

O ano que seria o da Libertadores pelo Corinthians transformou-se numa aventura no Daguestão, a república russa cuja capital é Makhachkala, sede do Anzhi (lê-se "Anji"). No clube do bilionário Suleyman Kerimov, Roberto Carlos joga - no meio-campo -, ajuda a planejar o futuro e indica reforços. Tentou levar Neymar e Ganso. Não funcionou, mas ele garante que seu amigo Samuel Eto'o foi apenas o primeiro craque de muitos que virão.

Eto´o e Roberto Carlos visitam escola no Daguestão (Foto: Divulgação / Site Oficial)Roberto Carlos dá autógrafos em escola no Daguestão: ídolo na Rússia (Foto: Divulgação / Site Oficial)

Entre mais um autógrafo e outra foto com torcedores, Roberto Carlos atendeu ao GLOBOESPORTE.COM para falar sobre o que faz na Rússia, a preocupação com a pressão sobre os jovens talentos da Seleção Brasileira - que, segundo ele, ameaça a equipe na Copa de 2014 - e a decepção com a forma como deixou o Corinthians e o futebol brasileiro.

GLOBOESPORTE.COM: Por que você decidiu se transferir para o Anzhi? Foi apenas a proposta financeira?
ROBERTO CARLOS: Não, é mais por um projeto de futuro mesmo. De uma pessoa que é forte no futebol aqui na Rússia, que quer fazer deste time um time grande, quer fazer de Makhachkala uma cidade moderna e quer levar jogos da Copa do Mundo de 2018 para lá. Tudo faz parte de um projeto de futuro que está dando certo.

Roberto Carlos na partida do FC Anzhi contra o Spartak de Moscou (Foto: EFE)Roberto Carlos solta a bomba enquanto faz o papel
de meio-campista no Anzhi Makhachkala (EFE)

Já mudou alguma coisa desde que você chegou em fevereiro?
Desde que eu cheguei as coisas já mudaram bastante. A ideia do presidente é muito boa, seja em relação à estrutura do clube ou a contratações importantes. Queremos bons jogadores. No ano que vem tem mais. Vai ter muita coisa boa vindo por aí. O presidente pede opinião sobre reforços. Indiquei Neymar e Ganso. Só isso, né? Tentei falar com os meninos, expliquei como era a estrutura aqui. Mas tem Real Madrid na frente, tem Barcelona frente... Mas a gente conseguiu trazer o Eto'o e agora vamos ver se a gente traz mais um jogador de ponta.

Até quando você fica na Rússia?
Eu tenho um ano e meio de contrato. Depois vamos ver. Não sei ainda se vou virar dirigente. Tenho que conversar muito com o Suleyman Kerimov. Vamos ver. Mas nós temos uma relação excelente. Ele me pede opinião, conversamos muito. Aqui está tudo muito bom, está gostoso. Estou muito feliz.

O Vagner Love comentou que às vezes sente falta de cobrança no CSKA, que a pressão por resultados no futebol russo é pequena comparada ao Brasil. Você sente isso também?
Mas aqui, no caso do Anzhi, que é um time novo, as pessoas cobram bastante da gente. O CSKA é um clube de mais história. Mas no nosso clube tem que ganhar todo dia.

Quem são as pessoas que cobram? O presidente?
É...

E cobrança da torcida, existe?
É diferente. A torcida vai mais para se divertir. Não é como no Brasil ou na Espanha, em que cobram bastante. Aqui existe, mas é bem menos.

Mas nós temos uma relação excelente. Ele me pede opinião, conversamos muito." Roberto Carlos, sobre Suleyman Kerimov, dono do Anzhi

Foi isso que te fez sair do Brasil? Você tinha planos de encerrar a carreira lá.
Eu só não fiquei no Brasil por causa daquelas confusões todas lá. As pessoas não souberam de verdade a história de tudo o que aconteceu no jogo contra o Tolima (em que o Corinthians foi eliminado na pré-Libertadores) e acabaram me insultando. Surgiu a proposta do Anzhi e eu aceitei. Mas eu poderia ter ficado no Brasil. Mas acho que não precisava passar por aquilo também, né? De quebrar carro, de quebrar ônibus, insultos, as pessoas têm que ter um pouco mais de respeito.

Apesar do seu clube ser do Daguestão, vocês vivem e treinam em Moscou. Quando vão se mudar para lá?
Ainda não sei quando vamos para Makhachkala. Só quando estiver pronta a estrutura de hotel, centro de treinamento... mas nós temos tudo de bom aqui em Moscou. Quando vamos para Makhachkala é uma grande festa. A cidade é legal. Até pouco tempo era uma cidade um pouco violenta, mas agora está todo mundo feliz com o time (Na mesma noite da entrevista, quarta-feira, três carros-bomba explodiram em Makhachkala matando seis pessoas e ferindo 60, a maioria policiais). O presidente do Daguestão também está investindo em muitas obras, é uma cidade que vai ficar moderna dentro de pouco tempo.

Agora você joga no meio-campo, mas às vezes atua até como terceiro zagueiro...
É, aqui eu estou jogando no meio. Às vezes, dependendo do adversário, faço também uma função de um terceiro zagueiro, para dar cobertura à nossa dupla de zaga e deixar os meninos jogarem mais tranquilos. Estou me sentindo muito bem fisicamente. Estou gostando. Não tem segredo.

roberto carlos banana (Foto: Divulgação)Bananas foram atiradas na direção de Roberto Carlos em duas oportunidades (Foto: Divulgação)

Você e Eto'o falam muito de Real Madrid x Barcelona?
Direto, o tempo todo. Eu falo pro Eto'o que fui eu que ensinei ele a jogar bola. Ele chegou novinho ao Real Madrid. É um grande jogador e um grande amigo que eu tenho. Naquela época, o Real Madrid era um time vencedor, agora está todo mundo lutando contra o Barcelona. Mas, para mudar isso, não é preciso fazer nada além de ter paciência. O Real é um grande clube, tem um grande treinador, que é o Mourinho, e grandes jogadores, como Cristiano Ronaldo e Kaká. O Real é muito forte também.

Você continua acompanhando a Seleção Brasileira aqui de longe? O que achou do desempenho na Copa América?

Samuel Eto´o durante coletiva na Rússia (Foto: AFP)Samuel Eto'o, um grande amigo de Roberto Carlos:
'Falo para ele que fui eu que o ensinei a jogar bola'

Sim, acompanho sempre. Em toda reformulação, em toda renovação que existe é preciso ter calma. Não pode ter tanta cobrança da imprensa sobre o Mano Menezes e os jogadores. Copa América, infelizmente, é para derrubar jogador e para derrubar treinador. É uma competição muito difícil. Mas, se ganhar, não muda nada. Copa América até para CBF é prejuízo, imagina para a gente que joga as competições aqui na Europa todo tempo e chega no Brasil, tem que se apresentar, treinar e jogar uma competição curta e rápida? É complicado. Para jogar na seleção tem que estar bem psicologicamente, senão acaba se perdendo.

Mas a tendência, com a Copa de 2014 se aproximando, é a pressão aumentar, não?
Com o Brasil sediando a Copa do Mundo, não podemos entrar naquela coisa de "nós somos obrigados a ganhar". É todo mundo muito novo ainda. O time é jovem e o treinador também é novo. Se a gente entender que o Brasil é forte, a gente pode ganhar a Copa do Mundo. Mas se começar a botar muita pressão, aí fica difícil.


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