Página inicial
 
Mural de recados
17.10 | Antonio do Salgado
Sim entrou uma nova diretoria conversa bonita danada, reformaram a concentraçao ...
17.10 | MARCOS LEITE
A ÚLTIMA RODADA DA SERIE A2 TODOS OS JOGOS AS 15HS, SÓ PRA DEFINIR OS 2 PRIMEIRO ...
16.10 | MARCONDES
É VERDADE CLEO, SE PESQUEIRA É AZUL E AMARELO ELES USA TODO D AZUL , TEM CABENSE ...
 
[Enviar] [Listar]
Esportes
Vídeos
CENTRAL de CARUARU
Clube Atlético do Porto
Sport Club do Recife
Santa Cruz Futebol Clube
Clube Náutico Capibaribe
Salgueiro Atlético Clube
Futebol Pernambucano
Futebol Nacional
Futebol Internacional
Opinião
Giros
Enquete
Não existe enquete no momento!
 
Publicidade
 
 
28/10/2010
09h33 | esportes - SALGUEIRO
(MATÉRIA DO SALGUEIRO NO UOL) - Forró, funerária e cartola-motorista levam Salgueiro à Série B em cinco anos
De 2005 a 2010, o Salgueiro saiu do amadorismo para a segunda divisão nacional

Do UOL Esporte 

O presidente era motorista do time até 2006. Os principais patrocinadores são uma banda de forró e uma funerária. A folha salarial de todo o clube é de R$ 85 mil mensais. Em cinco anos desde seu surgimento como profissional, o Salgueiro recorreu à mínima estrutura para alcançar a Série B do Brasileiro, figurar entre os 40 melhores times do país e começar a respirar uma realidade que ainda não lhe pertence.

CURIOSIDADES DO CARCARÁ

RITMO DE CARNAVAL
O hino do Salgueiro foi composto por um compositor de forró bastante conhecido em Salgueiro, Zezito Doceiro. A música é bastante animada e poderia agitar noites de carnaval. "É um hino que levanta o astral de qualquer um", diz o presidente.
FORRÓ
A banda Limão com Mel, liderada pelo radialista Ailton Souza, tem 25 CDs gravados e 5 DVDs. Surgiu em 1993, depois de anos fazendo sucesso no Nordeste sob o nome Talismã Musical.
TRÁFICO E ROUBO
Salgueiro já foi notícia por culpa da insegurança. A polícia encontrou na cidade 10 kg de cocaína e foi palco de um roubo ousado: um policial sequestrado foi obrigado a roubar quase 60 armas de diversos quartéis.
PROJETO SOCIAL
O Salgueiro tem um programa que oferece esporte para as crianças da cidade. O nome do projeto é Carcarazinho. São escolinhas de futebol com professores e material esportivo.

A cidade de Salgueiro tem cerca de 50 mil habitantes. Faz parte do perigoso Polígono da Maconha, região entre Pernambuco e Bahia conhecida por elevados índices de violência causados pela forte influência do tráfico de drogas. Mas desde 2005, o time de futebol tem contribuído com outro rótulo ao município.

O clube foi fundado em 1972 e sempre viveu no amadorismo. Em 2005, a banda local de forró Limão com Mel, o empresário Clebeo Cordeiro, que atua no sistema funerário, e a prefeitura decidiram profissionalizar o Salgueiro e financiar o projeto. Cinco anos depois, a equipe disputa as semifinais da Série C e já está garantida na segunda divisão nacional de 2011.

O atual presidente é José Guilherme de Alencar Ferreira. Ele também se empolgou com a profissionalização do Carcará do Sertão, apelido do clube, mas contribuiu de outra maneira: dirigindo o ônibus da delegação. “Não tinha como participar financeiramente, então me coloquei à disposição para dirigir o ônibus, pois era motorista de van e já conhecia a região. Depois virei diretor e presidente. Nessas viagens, aprendi a malandragem dos boleiros”, conta o dirigente.

A folha salarial do Salgueiro é de R$ 85 mil mensais, incluindo todos os funcionários do clube, de responsável pelo gramado à comissão técnica. O clube ainda gasta outros R$ 35 mil mensais com viagens, hospedagem e demais gastos com o time de futebol. Quem paga a conta? “A prefeitura dá R$ 38 mil por mês. O restante é dividido entre o Limão com Mel e o Clebeo, além da receita com bilheteria”, diz José Guilherme.

A dependência dos dois parceiros é total. Prova disso é que o Salgueiro entrou no último Pernambucano com o objetivo de não ser rebaixado, pois o dono da funerária, investigado em CPI estadual que procurou irregularidades em planos de saúde, decidiu não investir na equipe por alguns meses. “Até abril deste ano, nossa participação na Série C do Brasileiro era inviável, mas aí o apoio voltou e montamos um time mais forte”, conta o presidente.

Agora, a expectativa do Salgueiro é pela participação na Série B. A comemoração ainda é grande por parte dos jogadores, à espera dos R$ 300 mil que serão divididos como prêmio pelo acesso. A diretoria, no entanto, começa a se preocupar. Renovou com 80% do elenco e tenta não pecar pela falta de experiência na segunda divisão.

“Nosso objetivo é continuar na Série B para a edição seguinte. Se ficarmos em 15º lugar em 2011 está bom demais. Temos muito a aprender. Vamos apanhar muito, sofrer, mas já estamos acostumados”, projeta José Guilherme.

O dirigente aguarda ansioso o cumprimento de uma promessa feita pelo governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de ampliar o estádio municipal de Salgueiro para que o time possa atuar em casa na Série B. O estádio Cornélio de Barros Muniz terá sua capacidade aumentada de 6 mil para 10,5 mil.

De 2005 a 2010, o Salgueiro saiu do amadorismo para a segunda divisão nacional. Muita coisa mudou, mas não todas. “Aqui o presidente tem que ser 1001 utilidades. Ainda dirijo o ônibus às vezes, quando o motorista está cansado. Pego saco de bola, carrego água, quadro negro, não tem bronca, não. Os próprios atletas ficam envergonhados e ajudam a carregar as coisas”, conta o presidente José Guilherme, reeleito para seguir no comando do clube até 2012.


.
 
 
 
eXTReMe Tracker