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05/04/2011
22h49 | esportes - PORTO
PORTO -> Atacante Paulista fala sobre melhor fase da carreira
História do artilheiro do Campeonato Pernambucano no futebol é marcada pela persistência, dedicação e apoio da família em todos os momentos
Do Diario de Pernambuco
Paulo Paiva/DP/D.A Press
A lembrança é tratada como um jogo histórico. No campo do Sesi, em Paulista, o Palmeirinha perdia por 2 a 0 para o Internacional. Derrota parcial motivada pelos desfalques. Alguns jogadores achavam que o jogo era no Clube Municipal de Paratibe. Entre eles Fábio, 12 anos. Quando souberam do local certo, partiram. Chegaram faltando 15 minutos para o fim. Fábio entrou em ação. Sofreu um pênalti e marcou um gol. Empatou um jogo perdido.

A história é contada pelos amigos com orgulho. Enquanto escuta, na porta de casa, Fábio sorri. De forma tímida, com o olhar para baixo. Com os olhos brilhando. Certamente percorre os dez anos que se passaram desde aquele momento. As dificuldades, provações, as inúmeras desistências do sonho, a insistência. Retrospectiva que teve o seu capítulo mais recente no último domingo. No estádio Luiz Lacerda, Fábio marcou três gols contra a Cabense e assumiu a artilharia isolada do PE2011 com 12 gols.

Antes, porém, Fábio conheceu o lado perverso do futebol. Das portas fechadas. As tentativas de realizar o sonho de virar um jogador de futebol entraram na rotina aos 11 anos, quando ingressou na escolinha Leão Dourado, em Paulista. Demorou quatro anos para o seu potencial ser percebido. Até que, aos 15 anos, foi indicado para fazer um teste no Sport. Terminou aprovado.

Com a camisa rubro-negra, disputou o Estadual na categosia infantil. Foi campeão e, no início do ano seguinte, dispensado. ´Até hoje eu não entendo. Essa foi uma das vezes em que decidi desistir de jogar`, recorda. A família e os amigos não permitiram.

Tempos depois, Fábio cedeu aos apelos. Foi para o infantil do Internacional da Campina do Barreto. Disputou campeonatos amadores. Precisava chamar a atenção mais uma vez. Conseguiu. Foi para o extinto Manchete, em 2005. Disputou mais algumas competições. Enfrentou outras dúvidas. E quando mais uma vez pensou em desistir, foi convencido a continuar apostando no sonho pelo olheiro João Maradona. ´Dizia para Deus que a única coisa que sabia erajogar bola. Pedia a Ele para dar certo comigo.` Aos 17 anos, seguiu para o Porto. Fábio se transformava em Paulista.

Paulo Paiva/DP/D.A Press
A força do sangue

Paulista não é um artilheiro somente nos gramados. É um craque da vida. A essência da simplicidade. Que tem os amigos como ídolos e a família como inspiração. ´O meu espelho é minha família. Eu me espelho em minha mãe, no meu pai, na minha avó. Vejo o sacrifício que a minha mãe e a minha avó fizeram para que eu pudesse realizar o meu sonho e é por isso que estou aqui. O que eu fizer na vida será por elas.`

O jogador não exagera. Cinco minutos de conversa com Bernadete Barros da Silva, a mãe, bastam para compreender. ´Muitas mães não veem o que os filhos querem. Sempre fiz o possível para dar o melhor. Queria que ele fosse alguém na vida. E fico orgulhosa da pessoa que ele é hoje`, afirmou Bernadete, incentivadora também da filha Tiallen Barros Lima, 8 anos, irmã de Paulista. ´Ela quer fazer balé e está fazendo. Não vou deixar de apoiá-la.`

Pouco tempo também basta para perceber a valorosa educação dada aos filhos e os aperreios que passou por conta do ´menino que só queria saber de jogar bola na rua`. Lembra,por exemplo, de um dos primeiros capítulos de Paulista no mundo do futebol profissional, como gandula. Num jogo que começou às 21h45, na Ilha do Retiro, o garoto acabou perdendo o ônibus. Tinha 12 anos. Só chegou em casa na manhã do outro dia. ´Fiquei acordada a noite toda. Foi um alívio quando ele apareceu na porta`, diz.

Paulista narra o episódio detalhadamente. Após perder o ônibus para a sua casa, seguiu para o Cais de Santa Rita. Lá, um motorista de outra linha se ofereceu para ajudar, o levou na viagem e deixou num dos terminais onde poderia aguardar pelo seu ônibus. ´Ela sempre nos ensinou a andar corretamente. Devo tudo a ela`, completou.

O apelido

Fábio passou a ser chamado de Paulista logo quando chegou ao Ninho do Gavião. Os garotos que moravam na concentração vinham de várias localidades do estado. ´Era comum chamar o jogador pelo nome da cidade de onde vinham`, conta, relembrando da saudade que sentiu da família. ´Era eu chorando de um lado e os meninos chorando do outro.`

O primeiro ´salário`

Paulista enfrentou a saudade e a incerteza. Recebia uma ajuda de custo de R$ 100 do Porto no início. Subiu para o juniores e, em 2008, conquistou o principal título na sua carreira: o estadual na categoria. Ascendeu na mesma temporada para o profissional. O valor da ajuda de custo dobrou. Em 2008 e 2009, pouco foi aproveitado. Somente em 2010 iria aparecer, de fato, para o futebol pernambucano.

O primeiro gol

Como profissional, Paulista balançou as redes pela primeira vez no ano passado. Curiosamente na Ilha do Retiro, contra o Sport, o clube que o dispensou e que vai enfrentar no próximo sábado. ´Ele desconcertou Magrão`, relata o tio Januário Gomes, 34 anos. Paulista marcou no primeiro minuto de jogo. O Leão acabou vencendo por 3 a 1.

A última desistência

Após o Campeonato Pernambucano de 2010, Paulista novamente pensou em desistir. Chegou a comunicar o fato aos dirigentes do Porto. ´Eles falaram para continuar, disputar pelo menos a Copa Pernambuco. Depois eu faria o que quisesse.` Paulista não só disputou como foi o artilheiro com sete gols. Era o sinal verde para continuar. ´Decidi que daria tudo de mim no Campeonato Pernambucano.` Uma espécie de última chance.

12 gols

Paulista começou o Estadual como titular. Chamou a atenção de todos quando fez quatro gols no clássico contra o Central. Virou notícia nacional e entrou na briga pela a artilharia. No domingo, marcou três gols contra a Cabense. Assumiu a artilharia. ´Não é o meu objetivo principal. Eu quero ajudar o time a conquistar o título. A artilharia é a consequência disso`, relatou.

Os sonhos

Paulista não desistiu do sonho até agora e, hoje, garante, não vai desistir mais. Pelo contrário.Incorporou outros. Pensa em um dia ser contratado por um grande clube nacional. Em chegar um dia na Seleção, quem sabe. Sem atropelos. ´Estou hoje onde é para estar. Tudo o que for para acontecer comigo, vai acontecer no momento certo. Mas não vou mais abrir mão dos meus sonhos. Ninguém deve fazer isso.`

Nascimento

Paulista nasceu em 28/4/1988, no Recife, mas sempre morou em Paulista. Seu nome completo é Fábio Francisco Barros da Trindade.

Casamento

Paulista é casado há um ano e quatro meses com Camila. Estão juntos há mais de sete. Filhos? ´Ainda não tenho, mas com certeza terei.`

Futuro

Paulista espera se transferir do Porto após o Estadual. Mas mantém o foco. ´Pedi para os dirigentes não me falarem nada sobre propostas. Quero pensar só Porto por enquanto.`



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