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03/07/2017
18h39 | esportes - FUTEBOL PE
Queixas, criação de torneio e mais adesões: a desfiliação de Sport e Náutico da Liga do Nordeste

Sport, Náutico e Federação Pernambucana de Futebol (FPF) concederam uma coletiva na tarde desta segunda-feira, em restaurante do Recife, para justificar a desfiliação dos dois clubes da Liga do Nordeste, entidade co-fundada pela própria dupla há 17 anos. Entre as principais queixas da associação, o repasse de dinheiro que vêm recebendo, além da fórmula de disputa da Copa do Nordeste, repleta de datas. O presidente rubro-negro Arnaldo Barros foi o porta-voz da mesa (os dirigentes alvirrubros só falaram duas vezes para responder perguntas direcionadas a eles). Atrás de mais adesões à saída, um esboço de um novo modelo de torneio já começou a ser traçado.

Adesão à desfiliação

O Sport mantém uma postura firme em relação à saída da Liga. Descarta uma conciliação. Sinaliza que já não jogará o próximo Nordestão. "O desligamento é suficiente. O Sport não tem interesse em participar da Liga do Nordeste hoje em dia", enfatizou Arnaldo Barros. O mandatário leonino garante ainda que não teme ficar sozinho nessa quebra de braço, já que o Náutico passa por processo eleitoral e o Santa Cruz ainda depende do aval do seus conselheiros.

Sob a companhia do vice Gustavo Dubeux e do diretor Rodrigo Barros, Arnaldo levou à mesa um documento assinado pelo presidente coral Alírio Moraes, desautorizando já o sorteio do Tricolor no próximo Nordestão. O ofício bastou para o mandatário do Sport acreditar que o rival seguirá também o mesmo caminho. "O Santa não se juntou a Sport e Náutico porque vai se submeter ao Conselho (Delibertativo), mas temos esperança."

Em umas das poucas inferências na coletiva, o vice alvirrubro Emerson Barbosa (à mesa, junto o presidente Ivan Brondi e do diretor Toninho Monteiro), assegurou que o posicionamento do Timbu depende só do Executivo. "Como estamos prestes a uma eleição, obviamente mantivemos contato informal com as pessoas Conselho, mas é uma decisão restrita ao Executivo", disse Barbosa. O Náutico já não vai participar do próximo Nordestão porque não obteve classificação via Pernambucano.


O presidente do Sport aguarda ainda adesão de outras equipes ainda filiadas à Liga. "Temos vários clubes simpatizantes, alguns com receio. Não estudaram a matéria a fundo ou não sabem das consequências", afirmou Barros. "Se tivesse algum temor (de ficar sozinho), não iria subscrever um documento deste (de desfiliação). Temos a concordância do Náutico e tenho a convicção que o Santa vai aderir", emendou.
 
Queixas
 
A primeira queixa da Liga do Nordeste relatada por Arnaldo Barros foi meramente financeira. Sem adiantar número do prejuízo, mas revelando que a cota inicial de R$ 600 mil é "muito baixa", não se furtou em dizer que não vale a pena jogar o Nordestão. "A competição é deficitária para os clubes. Praticamente, pagamos para jogar. Não todos, mas os grandes pagam para jogar", avaliou antes de ressaltar que não quer que os time maiores ganhem um repasse maior, mas que haja equidade na distribuição das cotas. "A nossa proposta nunca foi elitista. Existiu um pleito para aumento total pela participação dos clubes", destacou Barros.

Outra reclamação da Liga do Nordeste foi direcionada ao formato do Nordestão. O regional teria tornado o calendário do primeiro semestre apertado. Arnaldo declarou que o excesso de datas sobrecarrega o elenco. "São vários jogadores no departamento médico, com semanas ou meses fora, sem poder produzir para o clube que o está pagando", disparou Arnaldo, mensageiro da insatisfação com a Liga durante toda a coletiva.

Embora crítico do Pernambucano, entre todos os campeonatos que o Rubro-negro participa, o presidente acredita que o mais viável para deixar a Copa do Nordeste. "O Sport vai concluir o ano participando de cinco competições. A Sul-Americana não podemos abrir mão porque é rentável; a Copa do Brasil talvez seja a mais rentável de todas; finalmente, o Brasileirão é a mola mestra e dá lastro para as demais competições."

Modelo de um torneio parelelo

 

Ao lado do presidente da FPF, Evandro Carvalho, Arnaldo não deixou de criticar o modelo do Campeonato Pernambucano. Mas prefere sugerir um novo modelo de torneio para "substituir" o Nordestão. Um pouco mais enxuto. Com 11 datas em vez das 12 do edição vigente para quem chega à final. Mas com partidas mais "atrativas", pontua. Um esboço deste projeto já existe, porém pode ser mudado dependendo da adesão de novos clubes. O plano idealizado contaria a princípio com 24 times, divididos em duas divisões.

"Quanto menos jogos mais rentável. A nossa ideia inicial é fazer duas séries de 12 clubes, tal qual o Brasileiro. Sendo essa 'série B' alimentada pelos estaduais. Haveríamos três clássicos e mais um jogo de grande apelo midiático por semana. Duraria quatro meses mais ou menos, sem se sobrepor a outras competições", conjecturou o mandatário do Sport.

Após a saída da Lida, Arnaldo não descarta o Sport participar da Primeira Liga, que reúne por dois anos equipes do Sul, Sudeste, além do Ceará neste ano. Pondera, entretanto. "Tudo é possível. O convite já houve, o interesse é grande, mas temos várias restrições. A Liga não tem datas definidas, jogam simultaneamente com o Brasileiro", pesou.
 
DO SUPER ESPORTES PE 
 
Foto: Rômulo Alcoforado

 


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