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19/12/2012
09h58 | esportes - ARENA
O gasto real com a Arena PE. Reajuste dos últimos três anos do IPCA deixará a obra R$ 77,4 milhões mais cara
Oferecimento: Rádio Liberdade AM (910)
A Arena Pernambuco foi lançada oficialmente pelo governo do estado em 15 de janeiro de 2009. Na ocasião, o seu investimento foi estimado em R$ 532,615 milhões, considerando o projeto executivo, as obras e o início da operação. A licitação foi encerrada em 12 de maio de 2010, com a vitória do consórcio liderado pela Odebrecht, que no mesmo ano deu início ao empreendimento. Desde então, o preço, com base de maio de 2009, segue como padrão. Na prática,  o reajuste nos últimos três anos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como determina o contrato da parceria público-privada na qual se insere o estádio em São Lourenço, deixará a obra com um custo final de R$ 610,037 milhões, considerando a soma das parcelas correntes. A diferença é de 77,422 milhões, acrescida através de percentuais anuais do índice, e vem sendo bancada desde os primeiros meses.

A engenharia financeira do projeto é complexa, mas de certa forma segue o padrão da compra de um apartamento, por exemplo. Ao pagar R$ 100 mil por um imóvel, o consumidor geralmente termina o financiamento quitando o local por um preço maior. Neste caso, corrigido pelo INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), também aplicado na arena. O contrato entre o governo de Pernambuco e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) que comandará o estádio, a Arena Pernambuco Negócios e Investimentos, teve como cálculo o IPCA. Já entre a SPE e a construtora responsável, a Odebrecht Infraestrutura, o índice é o INCC. Isso porque a mão de obra tem uma variação maior no preço – efetivo e salários.

Considerando os reajustes, que não se modificarão até o fim da obra, a despesa seria de R$ 569 milhões, com 22,95% de reajuste acumulado no INCC a partir do gasto de R$ 479 milhões com o estádio, e R$ 610 milhões, calculando o percentual agregado de 17,71% do IPCA sobre o valor geral de contrato mais conhecido pelo público, de R$ 532 milhões. A diferença orçamentária deve ser equilibrada pelo consórcio. Segundo o diretor de engenharia e novos investimentos do consórcio, José Ayres, o valor é uma projeção normal em qualquer empreendimento na construção civil – e presente nos outros estádios da Copa.

“A concessão não paga um centavo a mais que o contratado em maio de 2009, mas todo contrato prevê um índice de reajuste, porque no período os insumos variam. Aço, gasolina, tudo. Não estamos fazendo jogo financeiro, para ganhar através de um indicador. No nosso negócio (construção civil), a mão de obra é importante e tem um peso maior no INCC do que no IPCA.”, pontua Ayres, que adianta o acerto do cadastro do estádio no Recopa, um incentivo do governo federal, com insenção dos impostos PIS e Cofins. Com isso, o valor de R$ 508 milhões, presente nas medições divulgadas pelo site governamental Copa Transparente, será reequlibrado para R$ 479 milhões, como preza o contrato. Além disso, o consórcio buscará junto ao governo o ressarcimento aos impostos já pagos.

A despesa definitiva da arena, hoje com 77,11% de avanço físico, será conhecida só após a sua abertura. Desde abril deste ano está em vigor o “plano de aceleração”, que antecipou a obra em dez meses para garantir o estado na Copa das Confederações. Esse gasto será auditado e o seu pagamento está previsto no aumento da contrapartida estatal ao consórcio.

Engenharia financeira da arena

Governo do estado

 IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

Sociedade de Propósito Específico (SPE) – Arena Pernambuco Negócios e Investimentos S/A

INCC (Índice Nacional do Custo da Construção)

Construtora Norberto Odebrecht

Período    INCC    IPCA   
Maio/2009    0    0%
Maio/2010    não foi usado*    7%
Maio/2011    14,71%    12%
Maio/2012    22,95%    17,11%

Valor/2009    R$ 479 milhões**    R$ 532 milhões***

Reajustado    R$ 569 milhões    R$ 610 milhões

* Ainda não havia financiamento e o gasto com recursos próprios
** Estimativa apenas com o estádio
*** Previsão de gasto com estádio, projeto executivo e pré-operacional

Project Finance, a estruturação financeira para viabilizar todo o investimento da arena

R$ 280 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
R$ 250 milhões do Banco do Nordeste do Brasil (BNB)
R$ 70 milhões do Santander, uma garantia corporativa
R$ 70 milhões de recursos proprios

Total: R$ 670 milhões à disposição
 
Do Diário de PE/Super Esportes 

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