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08/11/2012
14h43 | esportes - Copa das Confederações
As consequências da Copa das Confederações em Pernambuco
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Do globoesporte.com-pe 

A confirmação do Recife como sede da Copa das Confederações em 2013 trouxe uma série de questionamentos sobre o impacto e as consequências que o evento trará à capital pernambucana. Economia, turismo e mobilidade, por exemplo, são apenas alguns dos setores que se transformarão com as exigências contidas no caderno de encargos da Fifa para cada uma das sedes da competição internacional de seleções. O Secretário Extraordinário da Copa no Estado, Ricardo Leitão, e especialistas para apontar as principais mudanças e os desafios que a capital enfrentará com o aval para o grande evento do próximo ano.

arena pernambuco (Foto: Charles Johnson / Divulgação)Obra da Arena Pernambuco atingiu 70,6% no mês de outubro (Foto: Charles Johnson / Divulgação)

A Arena Pernambuco, que chegou aos seus 70,6% de conclusão (dados de outubro), será o principal holofote da Copa das Confederações, mas existem outros aspectos tão importantes quanto o local de realização das partidas.

Todos eles foram analisados pelo secretário e por Rafael dos Santos, do instituto Ethos (ONG que analisa a Copa sob os aspectos de mobilidade e transparência das verbas gastas); Túlio Velho Barreto, vice-coordenador do Núcleo de Sociologia do Futebol da Universidade Federal de Pernambuco e Fundação Joaquim Nabuco; e Luís Henrique Romani, economista.

De acordo com Ricardo Leitão, com a confirmação, a meta é de que o Recife cresça em todos os setores através dos investimentos necessários para a realização do evento na capital.

ricardo leitão arena pernambuco (Foto: Terni Castro / GloboEsporte.com)Ricardo Leitão destaca chegada de investimentos no
Estado (Foto: Terni Castro / GloboEsporte.com)

- A grande vantagem da Copa das Confederações é que Pernambuco tem uma só arena que irá comportar dois torneios internacionais de futebol. Isso significa duas vezes mais turistas, mais investimento em todas as áreas privadas, mais ofertas de serviços, mais visibilidade nacional e internacional do Estado. Além disso, a população contará com as obras viárias um ano antes da previsão, isso tudo acontece em decorrência do projeto de antecipação para que garantíssemos Pernambuco no evento do próximo ano - analisou Leitão.

Entretanto, do lado dos especialistas, apesar da expectativa ser positiva, há algumas ressalvas. Segundo os três pesquisadores, o ganho de investimentos em setores como o turismo e a geração de emprego e renda é de fato considerável, porém a preocupação maior é com a questão da mobilidade urbana durante o evento.

Na verdade, acredito que Pernambuco ser incluído é uma faca de dois gumes." Túlio Velho Barreto

- Na verdade, acredito que Pernambuco ser incluído é uma faca de dois gumes. Isso porque parece ser uma vitória do estado em sediar um evento internacional, mas, por outro lado, a Região Metropolitana não estará totalmente preparada para recebê-lo como estaria para a Copa do Mundo. Muito do que está sendo feito em termos de mobilidade, rede hoteleira e infra-estrutura é pensando para o Mundial e pode ser precipitado utilizar nas Confederações - argumentou Túlio Velho Barreto.

O fato é que há uma série de questionamentos e diferentes visões sobre cada um dos pontos a serem cumpridos pelo estado para que a participação do Recife na Copa das Confederações seja um sucesso. Abaixo, você confere as opiniões dos entrevistados sobre as tarefas, os desafios e as prováveis transformações que atingirão o Recife e seu entorno a partir do anúncio oficial da realização deste mega evento esportivo na capital pernambucana.

TURISMO E HOTELARIA
De acordo com o secretário Ricardo Leitão, não há uma estimativa correta acerca da quantidade de turistas que desembarcarão no Estado durante a Copa das Confederações, por conta da transitividade de público entre uma sede e outra. Em relação à rede hoteleira, Leitão acredita que os projetos estimados serão suficientes para suprir a demanda durante o evento.

- Estão sendo implantados projetos (já somamos 200) que vão agregar 15 mil leitos, isso considerando reforma e construção de novos hotéis na Região Metropolitana do Recife. Acredito que será o suficiente para atender o fluxo, pois somamos a isso a nossa rede já existente de 45 mil leitos - explicou Leitão, que teve sua opinião compartilhada pelo pesquisador Túlio Velho Barreto.

- A estimativa de pessoas que virão é inferior a da Copa do Mundo. Pode ser que a rede hoteleira menor já atenda na Copa das Confederações, acredito que não será necessária toda a disponibilidade de leitos que estava estipulada para o Mundial neste primeiro momento.

Entretanto, apesar de concordar com o aquecimento do turismo, o economista Luís Henrique Romani apresentou um outro lado em relação à quantidade de hotéis no estado. De acordo com ele, boa parte da rede está concentrada na cidade de Ipojuca e o transporte até a Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, pode ser dificultado.

- O investimento está sendo insuficiente. O Governo está confiando muito na utilização dos leitos em Ipojuca e, infelizmente, ainda não temos estrutura de transporte que proporcione um deslocamento tranquilo até a Arena. Sem Ipojuca, esse número de hotéis cai bastante.

GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA
A construção da Arena Pernambuco e das obras de infra-estrutura, na visão do secretário, já movimentaram bastante a área da construção civil no que diz respeito à geração de empregos.

- Hoje temos cerca de 10 mil operários trabalhando no canteiro de obras e no entorno. Teremos também obras suplementares e a repercussão de empregos nos setores de turismo, serviços e ampliação em segurança.

Nesse ponto, o economista Luís Henrique concorda com o secretário em relação ao aquecimento da economia do Estado. Para ele, a geração de empregos será um dos pilares durante a Copa das Confederações.

- Teremos uma geração de vagas diretas e indiretas, algo em torno de 10 mil postos. Vale ressaltar que isso não é só no Recife. Esses empregos estarão espalhados pela Região Metropolitana e podem chegar até mesmo a João Pessoa. Tudo depende também dos locais onde as seleções escolherem para se hospedar.

CRESCIMENTO DA ZONA OESTE
O principal fator levantado por Ricardo Leitão com a confirmação da Copa das Confederações é o crescimento da zona oeste da Região Metropolitana do Recife.

- O legado da Copa é o mais importante. Teremos um conjunto de obras viárias grande para fortalecer o sistema metropolitano e, principalmente, deveremos fincar um vetor de crescimento no setor oeste. O fato de a Arena Pernambuco estar lá vai estimular o crescimento da região, que, ao contrário das outras, tem um índice de crescimento menor. A ideia é produzir um desenvolvimento mais intensificado.

Projeto da Cidade da Copa, no Recife (Foto: Divulgação)Projeto de Pernambuco prevê a criação de uma cidade no entorno da arena (Foto: Divulgação)

Entretanto, para o pesquisador Túlio Velho Barreto, o crescimento esperado na região oeste chegará a longo prazo.

- Não acredito no crescimento nem na Copa do Mundo. O projeto de expansão da Região Metropolitana do Recife aponta o desenvolvimento na direção oeste, especificamente Camaragibe e São Lourenço da Mata, mas isso é a longo prazo. É um processo de 20 a 25 anos para se ter uma expansão mais perceptiva.

ORÇAMENTO
De acordo com o secretário, o investimento total nas obras da Arena e de mobilidade urbana gira em torno dos R$ 2,1 bilhões de reais. Entretanto, esse valor sofreu e ainda sofrerá alterações à medida em que a aceleração das obras avance.

- O valor total de investimento é histórico e pode sofrer alterações. Existe um índice de correção e sobre ele vai sendo acrescido tudo o que entra no processo de aceleração e antecipação das obras, que pediram contratação de equipamentos e replanejamento. O que podemos tirar é que, com a inauguração da Arena, teremos também antecipação de receita. A partir daí será feita uma auditoria para decidir como essa receita será ressarcida ao consórcio da Arena.

Para o especialista Rafael dos Santos, porém, a necessidade de antecipar as obras para garantir o estado na Copa das Confederações provocou um aumento dos gastos. E, inversamente proporcional a isso, a transparência na prestação de contas deixou a desejar.

- É o risco da pressa, a chamada "bandeira dois" da Copa. Esse é o grande risco, porque não sabemos quanto irá custar. O que conseguimos são informações desencontradas. A política de transparência é inconsistente, em nível primário, e isso limita o poder da população de discutir os melhores caminhos e participar do processo de mudanças.

MOBILIDADE URBANA E OBRAS VIÁRIAS
O aspecto da mobilidade urbana, mais especificamente no que diz respeito ao término das obras viárias, é o mais polêmico quando se trata da questão do Recife como sede da Copa das Confederações. Enquanto, de um lado, o secretário Ricardo Leitão praticamente prevê o perfeito funcionamento dos equipamentos viários para o evento, do outro, os três especialistas assumem uma postura cética em relação à eficiência do sistema de mobilidade na Região Metropolitana.

- O conjunto de obras serve tanto para a Copa das Confederações quanto para a Copa do Mundo, ele está sendo apenas antecipado. O nosso cronograma é que as obras estejam entregues no máximo em fevereiro de 2013. Algumas já estão sendo entregues antes, a exemplo da duplicação da BR-408 e do viaduto dela, previstos para ficarem prontos até o fim do ano - argumentou Leitão, que teve sua opinião rebatida por Rafael dos Santos, do instituto Ethos.

- Durante a Copa é muito provável que as obras de mobilidade não estejam prontas. É um risco. Fizemos um teste no nível de estrutura de mobilidade com o jogo da Seleção no Arruda e deu para perceber que é bastante problemático. A maior preocupação é em relação a locomoção das pessoas. Entretanto, acredito que pode-se amenizar essas dificuldades.

Já Túlio Velho Barreto acredita que as atenções estão voltadas muito para a construção da Arena em detrimento de outras obras tão importantes quanto a do estádio.

- Fala-se muito que o estádio tem que estar pronto, mas precisamos ver, por exemplo, o lado da articulação de transporte para chegar até ele. Algumas obras viárias estão aquém do que deveriam estar para a Copa das Confederações, a exemplo da estação do metrô (Cosme e Damião), que é importante para o deslocamento até a Arena - argumentou Velho Barreto.

- Não vejo o investimento em mobilidade em um ritmo necessário como deveria ser. Existem obras paradas, com entraves sérios que impedem o avanço. Acredito que não teremos todas prontas - complementou Luís Henrique Romani.

Principais obras no entorno da Arena Pernambuco*

Duplicação da BR-408 - Está com 98% de conclusão - Previsão de entrega: novembro de 2012 - Valor: R$ 115,4 milhões
Viaduto da BR-408 - Está com 58% de conclusão - Previsão de entrega: dezembro de 2012 - Valor: R$ 24,5 milhões
Estação de metrô Cosme e Damião - Está com 80% de conclusão - Previsão de entrega: fevereiro de 2013 - Valor: R$ 7,3 milhões
Terminal Integrado Cosme e Damião - Está com 10% de conclusão - Previsão de entrega: fevereiro de 2013 - Valor: R$ 18,1 milhões
Ramal Cidade da Copa - Está com 30% de conclusão - Previsão de entrega: fevereiro de 2013 - Valor: R$ 131 milhões
*Dados da SECOPA-PE

AEROPORTO
Quanto ao Aeroporto Internacional dos Guararapes, as opiniões convergem. Tanto o secretário quanto os especialistas acreditam que o local irá operar em boas condições para a Copa das Confederações.

aeroporto do recife (Foto: Vanessa Bahé / G1)Para especialistas, aeroporto não será problema
(Foto: Vanessa Bahé / G1)

- A situação do aeroporto é satisfatória. Ele é considerado o melhor entre as outras 12 cidades para a Copa do Mundo e necessita de menores investimentos. Já realizamos obras importantes, como a instalação de mais quatro conectores e o alargamento da pista, e estamos dando procedimento a outras, a exemplo da nova torre de controle, que foi solicitada. Tudo está caminhando bem e não há preocupação nossa nem da FIFA em relação ao aeroporto - afirmou Ricardo Leitão.

- Nessa área, sobretudo para a Copa das Confederações, acredito que a situação é bastante razoável. O aeroporto atende à demanda e não parece ser um grande problema - endossou Túlio Velho Barreto.


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