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08/02/2012
18h37 | esportes - FUTEBOL
FUTEBOL: Parar por conta de lesão é pior do que encerrar carreira, revelam atletas
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Do globoesporte.com-pe 

Para a maioria, o pior momento da carreira de um jogador de futebol não é o dia de pendurar as chuteiras, nem um título perdido. A situação mais frustrante é quando, por questão de segundos, o atleta fica impossibilitado de atuar na profissão que escolheu devido a uma contusão. E com apenas um mês de Campeonato Pernambucano, seis jogadores já estão passando por esse sofrimento, consequência de um dos piores tipos de lesão, o rompimento do ligamento cruzado do joelho. Seis meses é o tempo de recuperação e martírio para essa situação.

- Tem hora que deito a cabeça no travesseiro e não sei o que pensar. Quero voltar a jogar, mas tenho seis meses pela frente que terei que encarar. É duro, porém não posso fraquejar - disse o zagueiro do Sport Willian Rocha, um dos seis que sofrem com a contusão.

Willian Rocha - sport (Foto: Reprodução / TV Globo)Willian Rocha sofreu a lesão num lance isolado na partida contra o Salgueiro  (Foto: Reprodução / TV Globo)

Além de Willian Rocha, as vítimas foram alvirrubros Cascata e Rogério, Fábio Silva (Salgueiro), Carioca (América) e o goleiro Romero (Central). Para o zagueiro rubro-negro, a lesão veio no que ele considerava como o seu melhor momento na carreira. O mesmo aconteceu com o meio-campo Cascata, que vinha conquistando a torcida do Náutico.

- Quando vi meus companheiros entrando no ônibus para seguir viagem para Salgueiro, me deu um aperto, foi difícil. Saber que há uma semana estava junto a eles e agora estou impossibilitado - revelou o meia Cascata, o último a entrar na penosa lista dos joelhos rompidos.

Cascata soube esta semana que ficou fora do Pernambucano. Sofreu a contusão numa disputa de bola com o atacante do Santa Cruz, Carlinhos Bala, durante o Clássico das Emoções. Tentou roubar a bola de Bala, que acabou caindo por cima da perna dele.

- No momento em que fui tirar a bola, meu pé ficou preso no chão. Escutei um estalo, senti uma dor horrível. Fui para o vestiário e percebi que minha contusão era séria, ninguém precisou me dizer. Todo mundo falando que era besteira, o médico pediu para não me preocupar, mas acho que ele já sabia. Saí com essa impressão dos Aflitos - disse Cascata, que está a espera dos pais, que moram na Bahia, para ajudar a esposa e filhos durante o tratamento.

No arquirrival Sport, Willian Rocha escorregou sozinho durante um contra ataque do Salgueiro, em jogo válido pela sexta rodada. Desequilibrou e caiu de mal jeito. A famosa travada da perna no gramado rompeu seus ligamentos.

- Essa é a primeira vez que tenho uma contusão séria. Vinha no mês mais feliz da minha vida futebolística e acontece isso. Mas encaro tudo como teste divino, pois servirá para analisar o que conquistei, meus passos. Não é uma contusão que irá estragar tudo - frisou Willian Rocha, que vinha sendo um dos destaques do Sport nesta temporada.

Pelas belas atuações e pela fatalidade, a diretoria do Sport ofereceu uma proposta de aumentar o contrato de Willian Rocha para dois anos, no lugar dos 12 meses atuais. Fato elogiado pelo atleta, que se diz emocionado com a atitude do clube.

César, agora, em momento inverso

Zagueiro César Sport (Foto: Arquivo pessoal)César passou por duas cirurgias no mesmo joelho
(Foto: Arquivo pessoal)

O zagueiro César, do Sport, está numa situação inversa. Ele sofreu o mesmo problema no ano passado e, agora, está mais próximo do retorno. O beque tem no histórico a infelicidade de ter rompido duas vezes o joelho direito. A primeira vez foi em 2010, num clássico com o Náutico, pelo Campeonato Brasileiro. Foi operado e passou os seis meses prescritos para a recuperação. Voltou a treinar e retomou a titularidade no Sport, em 2011.

Quatro meses depois de ter sido liberado, novamente no Brasileiro da Série B, num choque com um jogador do Vitória, o adversário caiu em cima do joelho operado de César. A dor e a desilusão estavam de volta. Mais uma operação e seis meses de recuperação.

- A fé e o apoio da família são tudo que se precisa. Minha esposa e meus filhos são essenciais para eu não descansar, para não cair na tristeza. Não posso fraquejar diante deles, tenho que mostrar que sou forte, que vou superar, que a confiança deles sobre minha pessoa não é em vão. Quem não tem família constituída, chama os pais ou alguém, mas é necessária a presença familiar, pois são eles que realmente acreditam em você - disse, em tom emocionado, César.

Cumprido quatro meses do tratamento, César diz que o momento mais difícil é nos dois primeiros meses, quando é necessário a ginástica para retomar os movimentos do joelho. A dor é grande, além do impacto da mudança de rotina. Tendo essa experiência nas costas, foi mais que esperado um encontro emocionante entre César e seu companheiro de time, Willian Rocha.

Assim que Willian Rocha se contundiu, ele saiu do Sertão e retornou para o Recife. Saindo os exames, César estava na fisioterapia, quando encontrou o zagueiro, deixando a sala do médico. Os dois choraram com o encontro.

- Pedi para ele levantar a cabeça. Disse que sabia o que estava passando e contei uma história que me fez repensar sobre a vida. Quando fui comprar um relógio num shopping, vi uma criança de cadeira de rodas, sendo empurrada por uma senhora. Percebi que ela não tinha pedaço de uma perna. Isso me fez refletir de que o meu problema era pequeno, que tem gente pior do que eu e é feliz. Não podemos achar que somos coitadinhos, o mundo não acaba com isso. Nos abraçamos e choramos - revelou César, que acabou o período de fisioterapia e deve entrar na fase de musculação.

- Isso me levantou bastante. Na hora, foi muito emocionante. Vi que tinha solução, que era só um empecilho. Essa história da criança me fez reavaliar a minha situação - disse Willian Rocha que, solteiro, vai trazer os pais, que moram em Minas Gerais, para acompanhá-lo.


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