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30/08/2011
10h55 | esportes - MORTE DE CARLOS ALBERTO
MORTE DE CARLOS ALBERTO: Fim de uma era sem opositores
Clique e Confira!

Redação Giro dos Esportes, do Super Esportes 

Sem opositores de fa.to, Carlos Alberto Oliveira viveu o segundo maior período na presidência da entidade, atrás apenas de Rubem Moreira, com intermináveis 27 anos entre 1955 e 1982. Com um estilo marcado pelo confronto e palavra firme em prol do estado, sob sua ótica, Carlos Alberto comandou com punho de ferro o futebol local. Desejava acompanhar in loco a Copa do Mundo no estado, sobretudo pela sua participação na candidatura local, escolhida pela Fifa. Faleceu antes da realização do sonho.

Ex-deputador federal em três mandatos, entre 1966 e 1978, o dirigente superou a marca na Federação Pernambucana de Futebol, onde iniciava este ano o 5º mandato, mirando o centenário da entidade, em 2015. Ali, aos 73 anos, como já havia prometido, deixaria a cadeira de presidente. Cuidaria da família, dos netos. Mas Carlos Alberto sempre gostou mesmo de se manter em atividade, tanto que há uma semana havia se filiado politicamente ao PSD, vislumbrando a prefeitura de Jaboatão dos Guararapes após a sua dinastia na bola.

Na tradicional sede na Boa Vista, ele transformou a FPF em uma organização rica, com um patrimônio líquido de R$ 2,8 milhões, valor suficiente para bancar torneios de várias categorias, como infantil, juvenil, Copa do Interior, amador e feminino. Por outro lado, viu ao mesmo tempo a gangorra dos clubes profissionais nas divisões nacionais, saindo da Série A e pisando até na D. Indiscutivelmente, viveu altos e baixos e foi, sem dúvida alguma, um dos principais personagens da história do futebol do estado. Polêmicas e divergências de opinião à parte, Pernambuco está de luto.

JAQUELINE MAIA/DP/D.A PRESS


 



Os 16 anos

1995 - O início

Carlos Alberto Gomes de Oliveira assumiu a presidência da FPF, aos 52 anos, com a ajuda de um cabo eleitoral, o irmão Fred Oliveira, que havia ficado quase dez anos à frente da entidade. Carlos Alberto já entrou com o respaldo de ter ajudado a criar a Copa do Nordeste - a primeira edição tinha sido realizada em dezembro do ano anterior, em Alagoas. Quando o mandatário foi empossado, Pernambuco contava apenas com o Sport na Série A, que tinha 24 clubes, quatro a mais que o modelo atual. O Náutico havia acabado de ser rebaixado, como lanterna, enquanto o Santa Cruz sofrera o descenso em 1993.

1997 - Fiasco

O Campeonato Pernambucano chega ao fundo do poço. Considerando os dados oficiais de presença de público no Estadual, divulgados pela FPF desde 1990, a edição de 1997 é, disparada, a pior da história. Foram apenas 2.080 testemunhas por jogo, em uma edição com dois turnos e 112 jogos. O maior público registrado foi de 20.704 pagantes, em um Clássico das Multidões, na Ilha. Com uma competição arrastada e estádios vazios, os clubes já começavam a contestar a fórmula da competição. O único mérito foi a inclusão do 1º de Maio, de Petrolina. Nunca o Estadual havia chegado tão longe. O torneio era conhecido até os anos 1960 como "campeonato citadino", já que todos os participantes eram sediados na região metropolitana. Carlos Alberto começavao seu "mantra" na federação, interiorizando a competição.

1998 - A reviravolta nas arquibancadas

Numa tentativa de trazer os torcedores de volta às arquibancadas, FPF e Secretaria da Fazenda do estado, na gestão do governador Miguel Arraes, criaram a campanha promocional Todos com a Nota, que visava trocar R$ 50 em notas fiscais por um ingresso. O subsídio - que permanece até hoje - foi um sucesso. O público do Pernambucano passou de um milhão de espectadores, com clássicos de até 80 mil torcedores. A média foi a maior da história, com 10.985 pessoas. Para se ter uma ideia, a média do Brasileirão daquele ano foi de 13.487. Por sinal, a promoção foi estendida ao Nacional, o Sport teve uma média na Série A de 35.580, quando chegou às quartas de final. Foi a única vez em que um time do estado conseguiu ter a maior média na elite nacional. Na Série B, os números também foram generosos, mas Náutico e Santa não corresponderam. O Tricolor quase caiu para a Terceirona. Diante de 55 mil pessoas, o zagueiro Rau marcou um gol salvador aos 45 do 2º tempo, na vitória sobre o Volta Redonda por 3 x 2. O Timbu não teve tanta "sorte" e caiu para a Série C. Era o pior momento de um clube do estado até então. Mesmo assim, Carlos Alberto foi reeleito por aclamação em 15 de setembro de 1998 com elogio de todos os grandes.

1999 - TV ao vivo e em cores

O Pernambucano começa a ser transmitido ao vivo pela televisão de forma contínua - antes, eram apenas jogos esporádicos. O locutor Luciano do Valle teve a iniciativa de transmitir o campeonato pela TV Pernambuco e comprou os direitos, sem muito esforço. Com um sucesso de audiência do campeonato - ainda mais para uma emissora de pouca visibilidade -, a Rede Globo acabou comprando os direitos no ano seguinte. O contrato em vigor vai até 2014 e muitas cotas já teriam sido antecipadas pelos clubes.

2002 - Queda de braço

Após o sucesso do Nordestão em 2001, outros torneios regionais foram criados ou reativados Brasil afora. No primeiro ano, o Campeonato do Nordeste faturou R$ 11 milhões. Em 2002 foram R$ 15 milhões. Paralelamente a isso, muitos clubes articularam um esvaziamento dos Estaduais. m Pernambuco, Carlos Alberto bateu o pé e não aceitou a saída do Trio de Ferro, entrando em choque com Luciano Bivar, presidente da Liga do Nordeste na época. Na queda de braço, venceu a FPF. Após a esvaziada edição de 2003, o Nordestão foi suspenso.

2008 - Inchaço, buraco e glória

O Pernambucano vinha com um modelo compacto, com dez equipes e turno e returno. Mas Carlos Alberto resolveu ampliar o número de equipes para 12, subindo quatro da segunda divisão, inclusive o Centro Limoeirense, o seu time do coração. O Estadual de 2008 foi um fiasco, com inúmeros grupos, quadrangulares e um regulamento confuso, além do inchaço no número de jogos. O ano marcou também o principal título do estado. O futebol local já vivia um momento bom, com a presença de Sport e Náutico na Série A, mas foi na Copa do Brasil que veio a glória. Em contrapartida, o Santa caiu para a Série D.

2009 - Brasil, após 14 anos

Uma briga entre Carlos Alberto Oliveira e Ricardo Teixeira afastou a Seleção do estado. O rompimento teria acontecido por causa do interesse de Carlos Alberto em pleitear a presidência da CBF - chegou a lançar uma candidutra, que não engrenou. Com a intervenção do governador Eduardo Campos, em 14 de março de 2007, o mandatário da CBF "prometeu" um jogo pelas Eliminatórias do Mundial na capital. Após uma reforma de R$ 4 milhões, o Arruda foi o palco de Brasil 2 a 1 Paraguai, em 10 de junho. Durante o evento, os dois dirigentes procuraram posar para fotos lado a lado, selando a paz.

2010 - Longe da elite nacional

Quinto mandato consecutivo. Eis a marca impressionante de Carlos Alberto Oliveira, na reeleição da temporada passada. A eleição foi puro jogo de cena, pois uma mudança no estatuto da FPF tornou necessária a inscrição de uma candidatura com o apoio de pelo menos 10 membros. A candidatura de Carlos Alberto foi inscrita com 92 assinaturas. Apenas o Sport deixou em branco, o que tirou a unanimidade da disputa. Logo depois, os presidentes dos clubes decidiram aumentar a gestão, excepcionalmente, de quatro para cinco anos, para que Carlos Alberto chegasse ao centenário da entidade, em 2015.

2011 - Do escândalo de suborno à Fifa

Em 28 de abril, diante do suposto suborno envolvendo Eduardo Ramos, Oliveira disparou: "Não vou poupar ninguém. Quem estiver na frente vai ser atropelado. Um dos dois (Sport ou Náutico) vai se dar mal." Ele acionou o Ministério Público e a Polícia Civil para investigar o caso, que acabou sem punição para os clubes. Cada vez mais próximo de Ricardo Teixeira, Oliveira  havia sido o representante oficial da CBF em junho, durante a eleição presidencial da Fifa - quando votou em Joseph Blatter. Agora, preparava-se para embarcar para Londres, onde chefiaria a delegação da Seleção no amistoso contra Gana.


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