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29.04 | Paulo alvinegro
Gostei muito da contratação de Marcelo bonan excelente goleiro. ...
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Esse Danilo Costa parece ser um monstro na zaga ...
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Esse zagueiro Danilo parece ser um bom jogador para a nossa PATATIVA!!!! ...
 
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15/05/2011
11h11 | esportes - HISTÓRIA
Há 21 anos, Santa Cruz era campeão estadual no Arruda diante do rival rubro-negro
Clique e confira!

Os zagueiros Marcão (pulando) e Tanta davam segurança ao sistema defensivo do Santa

Após 21 anos, o Arruda volta a ser palco de uma grande decisão de Campeonato Pernambucano entre Sport e Santa Cruz. Nesse período, as duas equipes se enfrentaram em cinco finais. Todas realizadas na Ilha do Retiro e vencidas pelo time rubro-negro. Desta vez, jogando em seu estádio, o Tricolor quer repetir o feito de 1990. Naquele ano, a equipe comandada pelo ex-atacante coral Erandir Montenegro (vestiu a camisa do Santa no final da década de 60) fez uma brilhante campanha durante toda a competição (23 vitórias, dois empates e apenas 2 derrotas). Mas a equipe sofreu bastante na final para levantar a taça. Uma final polêmica, com direito a erro de arbitragem que até hoje é lembrado. O Santa Cruz foi campeão daquele ano de forma justa. Mas o Sport lutou até o fim. Sem dúvida, uma final que merece ser lembrada. 

Tudo levava a crer que o Santa Cruz seria campeão estadual sem muito esforço, sem dar direito aos adversários a disputar uma final. A base da equipe vice-campeã de 89 foi mantida. No elenco, jogadores experientes como o  zagueiro Marcão, os meias Mazinho Loyola e Ataíde (hoje, coordenador técnico do Santa) e o atacante Wanks. O Tricolor conquistou o primeiro turno com sobras. Foram 13 vitórias e 1 empate. A equipe só tomou dois gols, assinalados pelo Náutico e Sete de Setembro. Enquanto isso, o Sport cambaleava. Começou aquele ano sob o comando de Lori Sandri. Mas o time só veio se encontrar na reta final do segundo turno, sob o comando do então preparador físico Charles Muniz. O time rubro-negro venceu o Santa Cruz na decisão do segundo turno, por 1x0, em pleno Arruda, gol de Sérgio Alves. Mesmo com um time tecnicamente mais fraco, o Sport conseguiu se superar, levando à decisão para uma melhor de três pontos e mostrando que estava forte para decidir o título. 

O primeiro jogo entre as duas equipes aconteceu no dia 23 de maio de 1990, uma quarta-feira, na Ilha do Retiro. A expectativa era de casa cheia. A diretoria rubro-negra havia solicitado a confecção de 50 mil ingressos para essa partida (sim, essa era a capacidade máxima do estádio). Mas o que os dirigentes não esperavam era que fosse deflagrada uma greve de ônibus no Recife. Resultado: apenas 22.994 pessoas foram ao estádio. O Sport inaugurava o seu placar eletrônico e a diretoria rubro-negra prometia pagar um bom prêmio ao primeiro jogador que marcasse o primeiro gol do jogo. Confesso que não sei se pagaram. No JC da época, não tem o registro. Mas é provável não terem pago, afinal quem marcou o gol solitário do jogo foi Mazinho Loyola, aproveitando o rebote de Paulo Victor, aos dois minutos do segundo tempo. Eis as equipes que entraram em campo:

Sport: Paulo Victor, Valtinho, Márcio Alcântara, Nenê e Glauco; Lopes, Amaury (Sérgio Alves) e Adriano; Mirandinha, Fábio e Neco.

Santa Cruz: Raul, Marinaldo, Marcão, Tanta e Eduardo (Cláudio); Mazo, Edmundo (Fernando Silva) e Mazinho; Leto, Marcelo e Wanks. 

Ao vencer o jogo na Ilha do Retiro, o Santa Cruz, além de moral, ganhou uma vantagem incríve para o segundo jogo, no Arruda, no dia 27 de maio.  Jogaria pelo empate nos 90 minutos para ser campeão. Caso sofresse uma derrota, ainda teria a vantagem do empate nos 30 minutos da prorrogação para levantar o caneco. Ou seja, para o Sport ser campeão teria que vencer o rival duas vezes na mesma partida. Uma dureza. 
Naquela época já havia pressão sob os árbitros locais. Aristóteles Cantalice havia sido bastante criticado pelos tricolores por conta da atuação na decisão do segundo turno. Assim, foi afastado dos jogos decisivos. A FPF, então, decidiu por algo bastante curioso: fazer o sorteio da arbitragem dentro de campo, 30 minutos anos de a bola rolar. Naquela época, o árbitro poderia ser assistente e vice-versa. Entraram em campo para o sorteio: Gilson Cordeiro, Arlindo Maciel, José Araújo e João José Venceslau (Cuíca) . Os três primeiros ganharam o sorteio. Maciel foi para o apito, sendo assistido por Cordeiro e Araújo. 

Nos dias que antecederam à finalíssima, a imprensa, torcida e até mesmo os jogadores e integrantes das respectivas comissões técnicas já declaravam o Santa Cruz como campeão. E não tinha essa de discurso da humildade. "É muito difícil a gente perder o título", dizia o então atacante do Santa Cruz, Marcelo, que hoje atua como assistente do técnico Hélio dos Anjos, no Sport. "Só catimbó pode tirar o título do Santa Cruz", afirmou o atacante Leto, em entrevista ao JC da época. Na Ilha do Retiro, o técnico Charles Muniz já havia feito as contas: o Leão tinha apenas 1% de chances de ser campeão. Pelo visto, o Sport já entraria em campo derrotado. Mas não foi isso que se viu em campo. 

Para a partida decisiva, o Sport contaria com as voltas do zagueiro Aílton e o volante Agnaldo (Bambam), que cumpriram suspensão automática na primeira partida. O Santa Cruz também teria o retorno de um atleta importante: o meia Ataíde. Os 90 minutos foram duríssimos. E o Sport conseguiu o seu objetivo: venceu a partida por 1x0, gol do lateral-esquerdo Glauco, cobrando falta, aos 30 minutos do primeiro tempo. Para forçar a prorrogação, o time rubro-negro teve que aguentar uma pressão incrível do Santa Cruz, que era superior tecnicamente. Mas o Sport contou com uma tarde/noite insipirada do goleiro Paulo Victor. O Sport foi para a prorrogação cheio de confiança para bater novamente no rival. Aos seis minutos do segundo tempo, a bola foi alçada na área, o esguio Ramon (que no ano anterior havia defendido o Santa Cruz) tocou de cabeça para o meio da pequena área, e o zagueiro Márcio Alcântara estufou as redes. Seria o gol do título. Mas o assistente Gilson Cordeiro assinalou impedimento no lance. 

Quando Márcio Alcântara mandou a bola para as redes, os jogadores do Santa Cruz desabaram no chão. Não acreditavam que o título estava escapando. Os nervos só foram reestabelecido quando viram Gilson Cordeiro com a bandeira levantada. Depois de muita confusão, o árbitro Arlindo Maciel invalidou o lance, acatando o aviso do bandeira. O Sport perdeu o equilíbrio emocional. Enquanto o Santa Cruz continuou administrando o placar. Mas Mazinho Loyola quase marca um gol antológico: vendo o goleiro Paulo Victor adiantado, chutou por cobertura quase do meio de campo. Enquanto a bola descrevia uma parábola, o estádio do Arruda ficou em silêncio. A bola bateu no travessão, na linha do gol e Paulo Victor segurou. Mesmo sem o gol, o Santa Cruz fez a festa ao final da partida. 

Eis as formações das equipes na grande decisão:

Santa Cruz: Raul, Marinaldo, Marcão, Tanta e Eduardo; Mazo, Ataíde e Mazinho; Leto (Fernando Silva), Marcelo e Wanks (Edmundo); 

Sport: Paulo Victor, Valtinho, Aílton, Márcio Alcântara e Glauco (Mirandinha); Lopes, Agnaldo e Adriano; Fábio (Sérgio Alves), Ramon e Neco. 

Do Blog do Torcedor 

 



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