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11/04/2016
13h39 | esportes - CENTRAL
CENTRAL > PINTO: pela história, pela memória
Por Almir Vilanova
foto torcida central pinto (Foto: Caetano Neto /  Arquivo Pessoal)(Foto: Caetano Neto / Arquivo Pessoal)

 

Ele partiu.
Magrinho... Voz mansa... Olhar cansado, mas com um brilho de felicidade, lá no fundo da retina.
Nos dias de jogo, carregava aquele caixote de madeira, cheio de amendoins, no sobe e desce duro das arquibancadas - sua incansável e honesta busca pela sobrevivência.
Mas, no fundo da retina, o que o mantinha vivo era o sonho.
O sonho alvinegro de ver aquela ingrata bola entrando nas redes adversárias – jogo após jogo, ano após ano.
 
Ele partiu.
Magrinho... Cabelos rareando... Olhar cansado, mas sempre voltados para as quatro linhas do Lacerdão.
Repentinamente alguém gritava: “Pinto, olha a bola!”, e o velhinho alvinegro dava um pulinho e cabeceava... Gol! Bola no ângulo, na rede adversária!
Era o sonho...
Pensando bem, o próprio Pinto era um sonho...
Um sonho alvinegro, guardado dentro das cascas dos amendoins, dentro da bola, entre as quatro linhas.
 
Ah... As quatro linhas... Aquela grama também já recebeu muitas carícias das mãos daquele homem que abriu o sorriso de tantos torcedores anônimos que por ali passaram - jogo após jogo, ano após ano.
Tantos sorrisos abertos, como amendoins partidos.
Tantos corações partidos, como amendoins feridos.
 
Seu Severino Celestino partiu...
Ele e seu caixote.
Ele e os seus sonhos, seus olhos, sua voz, seus pulinhos, seus gols – que sempre foram tão nossos.
 
Seu Severino Celestino, muito obrigado em nome de cada anônimo alvinegro.
O gramado sempre terá o toque delicado das suas mãos.
As cadeiras do Central sempre lhe serão cativas.
As arquibancadas sempre serão suas.
Descanse, Pinto...
Nosso alvinegro coração segue batendo junto ao seu.

 

Por Almir Vilanova/Jornalista da TV Asa Branca e torcedor puro sangue do Central de CARUARU


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