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15/10/2015
21h03 | esportes - NÁUTICO
NÁUTICO: Carmona rompe silêncio: Não me deixaram jogar de graça no Náutico

Sentado à mesa com papéis encadernados em sua frente, Pedro Carmona quebrou o silêncio. Em pouco mais de uma hora de conversa, detalhou a passagem pelo Náutico. De quando chegou ao clube, no início de 2014, até a saída repentina, na reta final da Série B, de breves explicações oficiais. Diretores alegaram a frágil condição física do jogador como um dos motivos para o distrato. O meia, munido de exames médicos feitos durante os 20 dias passados no Corinthians, foi de encontro ao argumento dos dirigentes. Disparou críticas ao vice-presidente de futebol, José Barbosa, e, sem fazer rodeios, falou sobre salários atrasados, o pedido de reintegração por parte do elenco e as lesões (veja a entrevista completa no vídeo acima).

Pedro Carmona apresentou um discurso duro e seguro. Lembrou de quando rescindiu o contrato na Justiça do Trabalho, com o São Caetano, ex-clube, para ser jogador do Náutico. Disse que tudo estava combinado para que ele fizesse um novo vínculo com o Timbu. Esperou, durante meses, um contrato que parecia nunca chegar.

- Recebia uma parte do Náutico e uma do São Caetano. Quando me machuquei, recebi a visita do presidente Glauber Vasconcelos e de alguns diretores e aí então disse que o São Caetano não estava cumprindo com a parte deles. Eu disse que os acionaria na Justiça e que, depois, seria jogador no Náutico. Mas, na parada para a Copa do Mundo, a diretoria mudou e eu esperei muito. Quando me vi sem vínculo com clube, só fazendo fisioterapia e tendo meus gastos, resolvi voltar para São Paulo.

Em São Paulo, tratando-se no Palmeiras - onde jogou entre 2011 e 2012 -, enfim, recebeu a proposta de novo contrato do Náutico. Bem abaixo do combinado. Mas topou.

- Esperei muito lá em São Paulo, mas quando Barbosa, que ficou responsável pelo meu contrato, finalmente me enviou a papelada, a proposta era a seguinte: metade do que o Náutico me pagava (o Timbu arcava com 63% e o São Caetano, 37%). Ou seja, diminuí meu salário em quase 70%. No desespero e precisando jogar, aceitei. Sentia que tinha de voltar. Então, quando falam que não deveriam renovar comigo, lembrem do esforço que fiz.

 Carmona se queixou de receber tantas críticas por lesões. Disse que, em suas contas, o Náutico teve 26 lesões musculares no ano, contando todo o elenco (em um levantamento  do GLOBOESPORTE.COM, o número alcançou 29 contusões), mas isentou os profissionais do clube de qualquer culpa.

- Falam muito que eu me machuquei. Uma lesão muscular foi na fibrose, que é altamente normal. Tive outras três e fiquei indignado, querendo resolver isso de todas as formas. O Náutico teve, nas minhas contas, 26 lesões musculares neste ano. É muita lesão. Não fui só eu que me machuquei. E os médicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, não têm culpa nisso. É que falta algo. E o clube que não acompanhou com aparelhagem moderna a evolução do futebol, está pagando caro. Estive no Corinthians e me informei: lá só tiveram quatro lesões musculares no ano.

 O goleiro Julio Cesar ajudou Pedro Carmona a procurar o Corinthians e realizar um tratamento que durou 20 dias, em São Paulo, usando toda a aparelhagem do clube. Quando voltou, treinou alguns dias e depois foi comunicado que estava fora do clube. Tudo aquilo o pegou de surpresa. 

 - Me disseram que eu estava fora por ter um alto custo ao clube. No primeiro momento, peguei meu carro e fui até o CT conversar com Gilmar. Ele achou estranho (o treinador confirmou que não teve participação na dispensa do meia) e disse que eu estava na programação do treino do dia. Eu disse que se o problema fosse o alto custo, jogava de graça. Como ninguém sabia de nada, treinei normalmente e depois me mandaram ir aos Aflitos. Lá, fui comunicado por José Barbosa que a diretoria avaliou que eu não tinha condições físicas para jogar. Como assim? Barbosa não é médico, não é fisioterapeuta e estava indo de encontro a um tratamento vigiado pelo Corinthians. Eu queria jogar de graça, mas o clube preferiu pagar para me ver fora do que me dar oportunidade de ficar sem gastar nada.

A notícia que Pedro Carmona pediu para jogar de graça no Náutico foi confirmada por jogadores do elenco procurados pela reportagem. Depois que a notícia da saída ganhou as manchetes, Pedro Carmona disse ter sido procurado pelos companheiros, que pediram para ele comparecer a uma reunião, um dia depois da dispensa. Nela, pediram sua reintegração.

- Os jogadores começaram a perguntar o motivo da minha saída e Barbosa não falava nada com nada. Aí, quando cobraram mais forte, alguns vieram me dizer que ele, conversando com os diretores, disse: "Se ele ficar, eu saio". Então só pode ter sido um capricho dele a minha dispensa. Ele passou por cima da vontade do treinador e até da entidade para atender a um desejo pessoal. Que dissessem que não me queriam quando eu ainda podia me inscrever por outro clube. Mas acho que Barbosa fez isso com a intenção de me prejudicar, já que desde o começo, fez de tudo para complicar.

O clube ainda não enviou os documentos necessários para uma rescisão contratual a Pedro Carmona. Após 13 dias depois da notícia da sua dispensa, o jogador segue com vínculo com o Náutico e com o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.

O vice-presidente de futebol, José Barbosa, não quis entrar em detalhes sobre a dispensa de Pedro Carmona. Mas afirmou que a decisão da diretoria não foi tomada por causa de possíveis cobranças de salários atrasados pelo meia, nem por ser um custo alto ao clube e nem pela condição física. E sim, uma ordem administrativa.

- Não dispensamos Carmona por nada que ele falou. Nem foi problema de cobrança de salários atrasados, nem para tentar diminuir nossa folha, já que vamos pagar a ele tudo certinho com a rescisão, e nem pela questão física. Foi um assunto de ordem administrativa que, muitas vezes, não cabe a nós expor o profissional. Comunicamos a ele e ele falou o que tinha de falar, talvez querendo jogar a diretoria contra a imprensa. Mas não tem nada disso. Esse assunto já foi dissecado.

 Barbosa confirmou que o meia realmente pediu para jogar de graça, mas, mesmo assim, a decisão foi tomada.

- Ele fez proposta até para jogar sem dinheiro e o caso não era esse. Não era questão de jogar de graça ou pago. Foi um assunto diferente e que não podemos expor. 

Mesmo com tantas críticas do meia, José Barbosa disse não ter nenhum problema com Pedro Carmona. Mas que não concordou com suas tentativas de voltar ao clube.

- Não tive nenhum problema com ele. O problema foi o seguinte: o que ele queria era reverter a saída dele e até mobilizou o grupo. Dentro daquilo que eu administro, e o futebol tem essa grande participação minha no clube, não admito tomar uma posição e depois voltar atrás. Ele tentou voltar e fui muito contundente em dizer que decisão de ordem administrativa se cumpre. Imagine que amanhã coloco um servente para fora e todo mundo se revolta? Depois volto atrás. Depois, o treinador. Que falta de organização é essa? Isso não acontece comigo. Se ele não interessava mais ao Náutico, não tinha motivo para voltar atrás. Ele quis voltar ao clube de todas as formas, mas foi inútil. Eu que renovei o contrato dele, mesmo com ele sem condições físicas de jogar.

Do Globo Esporte PE. 


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