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31/10/2017
10h39 | esportes - SANTA CRUZ
SANTA CRUZ --- Em situação complicada, Tricolor busca inspiração no passado para milagre na Série B
Parece uma contagem regressiva. Cinco vitórias em oito jogos, cinco em sete, cinco em seis. A missão do Santa Cruz, difícil há algumas rodadas, beira o impossível, principalmente diante da atual fase do time coral. Sem argumentos consistentes para encorajar a esperança do torcedor, o elenco vem repetindo o discurso de acreditar enquanto houver chances. Busca inspiração em momentos do passado, mas que destoam completamente da atual situação do clube.

A referência para o milagre atual é de 2015, quando a briga era pelo acesso. Grafite e Marcelo Martelotte integravam o elenco tricolor. Após uma derrota em um Clássico das Emoções como mandante e um empate em 0 a 0 contra o Atlético-GO, fora de casa, as chances do Santa Cruz chegar à Série A eram mínimas. Cinco pontos separavam o clube da entrada no G4. Restavam os mesmos seis jogos que faltam para o fim da competição deste ano. Veio a sequência avassaladora. O Tricolor venceu todas as partidas e garantiu vaga na Série A de 2016.

O contexto, porém, é totalmente diferente do atual. Naquele ano, o Santa Cruz, apesar dos resultados ruins contra Vila Nova e Náutico, vivia uma crescente na competição após a chegada de Marcelo Martelotte e a contratação de Grafite. A qualidade do elenco era reconhecida. A missão, apesar de difícil, era classificada como “possível”. Não havia também tantas turbulências extracampo quanto agora.

Apesar da situação complicada, o atacante Ricardo Bueno repete o discurso de que é preciso acreditar de qualquer modo até o fim. “Na verdade a gente não pode desistir. A gente sabe que é muito difícil, que não conseguimos essa sequência no campeonato ainda, mas não podemos desistir. Temos que vencer esse e depois pensar nos outros”, afirmou.
 
DO SUPER ESPORTES PE 

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